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Blogs Adalberto Cunha Docente, Palestrante e Consultor; Biólogo pela UFSCar e Mestre em Meio Ambiente pela UNIARA, com experiências em empresas e docência
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Escrevendo sobre o acordo de Paris

"O atual presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou a entrada do país no chamado Acordo de Paris, para a redução das emissões dos gases do efeito estufa pelos países"
Postado em: 20/06/2017 às 17:55
Autor: Adalberto Cunha
Escrevendo sobre o acordo de Paris

Já estamos no final do mês de junho, mês dedicado às questões ambientais e as consequências para nós, seres humanos. Muitas discussões ainda estão ocorrendo quanto à culpa do ser humano pelo aquecimento global. Muitos acham que nós humanos temos culpa pelas mudanças climáticas. Outros afirmam que os homens não tem relação nenhuma com as mudanças e reforçam que elas ocorrem de tempos em tempos, no planeta.

Deixando de lado estas questões, este mês teve um anúncio que viralizou nas mídias do mundo todo. No primeiro dia do mês, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou a entrada do país no chamado Acordo de Paris, para a redução das emissões dos gases do efeito estufa pelos países.

Bom, vamos recordar um pouco. Em dezembro de 2015, 197 países se reuniram em Paris para discutir e assinar um acordo para a redução das emissões de CO2 no mundo todo. Após intensas e acaloradas discussões, um acordo foi assinado, onde se previa que cada país procuraria reduzir suas emissões de no mínimo 1,5% a partir de 2005, até 2025, quando novas rodadas de negociações serão feitas.

Se observarmos os valores propostos, há uma nítida impressão que as reduções dos gases do efeito estufa são pequenas e realizáveis. No caso do Brasil, os maiores desafios estão representados pela redução das queimadas na Amazônia principalmente, das emissões de poluentes pelo uso de combustíveis fósseis e a mudança da matriz energética, com investimentos em energias renováveis.

Neste mês também o presidente brasileiro ratificou as propostas do país, que são um pouco mais ousadas das previstas. O que o governo reconhece que estas mudanças propostas vão ajudar o Brasil em vários pontos. Até econômicos, por propiciar novos estudos sobre as energias renováveis.

Bom, voltando ao presidente americano, não foi uma surpresa sua atitude, pois deste a campanha eleitoral ele dizia que o Acordo de Paris seria prejudicial aos EUA, nas questões de redução do consumo de energias fósseis e mudança na base de uso de combustíveis do tipo petróleo.

No seu discurso ele foi muito nacionalista, falando que o povo americano é que iria ganhar, pois geraria mais empregos e impostos para o país e não ajudaria outros países. O que ocorreu depois de seu aviso foi uma imensidão de entrevistas de americanos, de diferentes empresas e governadores, que repudiaram a escolha do presidente e que, ao invés de ajudar o país, irá trazer atrasos significativos nas pesquisas de novas energias.

Segundo especialistas internacionais, o grande vencedor,se podemos chamar assim, foi a China, que vem nos últimos anos investindo milhões de dólares nas pesquisas e desenvolvimento de equipamentos para energia limpa (particularmente a eólica e a solar). O governo chinês estabeleceu metas ousadas para os próximos dez anos, na questão.

A pergunta é: Por que essa preocupação com o meio ambiente por parte da China? Podemos com certeza verificar que o governo chinês percebeu uma imensa oportunidade de negócios com diversos países e começou a “gastar” muitos milhões de dólares, ao redor do planeta, comprando empresas das áreas de energia limpa.

Portanto não podemos nos esquecer que a questão das emissões de gases do efeito estufa é uma questão primordialmente econômica, onde em poucos anos se poderá perceber novos países na liderança econômica e politica, e a China será um deles.

Muitas vozes se ergueram com a escolha do presidente Donald Trump, entre as mais significativas, o do presidente da ONU, de diversos países europeus e outras autoridades ligadas às questões. Até o Papa Francisco tentou dissuadir o presidente americano, mas sem êxito (não podemos esquecer que a última encíclica papal foi direcionada para a questão ambiental – “Laudato si”, em 2015).

Agora vamos ficar atentos para ver os próximos passos dos principais atores globais e como isso vai influenciar as economias dos países.

Já estamos no final do mês de junho, mês dedicado às questões ambientais e as consequências para nós, seres humanos. Muitas discussões ainda estão ocorrendo quanto à culpa do ser humano pelo aquecimento global. Muitos acham que nós humanos temos culpa pelas mudanças climáticas. Outros afirmam que os homens não tem relação nenhuma com as mudanças e reforçam que elas ocorrem de tempos em tempos, no planeta.

Deixando de lado estas questões, este mês teve um anúncio que viralizou nas mídias do mundo todo. No primeiro dia do mês, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou a entrada do país no chamado Acordo de Paris, para a redução das emissões dos gases do efeito estufa pelos países.

Bom, vamos recordar um pouco. Em dezembro de 2015, 197 países se reuniram em Paris para discutir e assinar um acordo para a redução das emissões de CO2 no mundo todo. Após intensas e acaloradas discussões, um acordo foi assinado, onde se previa que cada país procuraria reduzir suas emissões de no mínimo 1,5% a partir de 2005, até 2025, quando novas rodadas de negociações serão feitas.

Se observarmos os valores propostos, há uma nítida impressão que as reduções dos gases do efeito estufa são pequenas e realizáveis. No caso do Brasil, os maiores desafios estão representados pela redução das queimadas na Amazônia principalmente, das emissões de poluentes pelo uso de combustíveis fósseis e a mudança da matriz energética, com investimentos em energias renováveis.

Neste mês também o presidente brasileiro ratificou as propostas do país, que são um pouco mais ousadas das previstas. O que o governo reconhece que estas mudanças propostas vão ajudar o Brasil em vários pontos. Até econômicos, por propiciar novos estudos sobre as energias renováveis.

Bom, voltando ao presidente americano, não foi uma surpresa sua atitude, pois deste a campanha eleitoral ele dizia que o Acordo de Paris seria prejudicial aos EUA, nas questões de redução do consumo de energias fósseis e mudança na base de uso de combustíveis do tipo petróleo.

No seu discurso ele foi muito nacionalista, falando que o povo americano é que iria ganhar, pois geraria mais empregos e impostos para o país e não ajudaria outros países. O que ocorreu depois de seu aviso foi uma imensidão de entrevistas de americanos, de diferentes empresas e governadores, que repudiaram a escolha do presidente e que, ao invés de ajudar o país, irá trazer atrasos significativos nas pesquisas de novas energias.

Segundo especialistas internacionais, o grande vencedor,se podemos chamar assim, foi a China, que vem nos últimos anos investindo milhões de dólares nas pesquisas e desenvolvimento de equipamentos para energia limpa (particularmente a eólica e a solar). O governo chinês estabeleceu metas ousadas para os próximos dez anos, na questão.

A pergunta é: Por que essa preocupação com o meio ambiente por parte da China? Podemos com certeza verificar que o governo chinês percebeu uma imensa oportunidade de negócios com diversos países e começou a “gastar” muitos milhões de dólares, ao redor do planeta, comprando empresas das áreas de energia limpa.

Portanto não podemos nos esquecer que a questão das emissões de gases do efeito estufa é uma questão primordialmente econômica, onde em poucos anos se poderá perceber novos países na liderança econômica e politica, e a China será um deles.

Muitas vozes se ergueram com a escolha do presidente Donald Trump, entre as mais significativas, o do presidente da ONU, de diversos países europeus e outras autoridades ligadas às questões. Até o Papa Francisco tentou dissuadir o presidente americano, mas sem êxito (não podemos esquecer que a última encíclica papal foi direcionada para a questão ambiental – “Laudato si”, em 2015).

Agora vamos ficar atentos para ver os próximos passos dos principais atores globais e como isso vai influenciar as economias dos países.

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