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Blogs Ana Magnani Pedagoga, bonequeira, investigadora das artes manuais; Mestranda no PPG em Educação Sexual Unesp - FCLAr; AKOMA - Grupo de Estudos em Africanidades, Memórias, Diversidade & Culturas
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Vamos conversar sobre crianças?

Preconceito é o medo do desconhecido. É por isso que devemos ajudar as crianças a aprender não apenas com os semelhantes, mas também com os diferentes. — Ana Lucia Villela, Presidente do Alana
Postado em: 11/11/2019 às 18:52
Autor: Ana Magnani

Olá!

Meu nome é Ana Magnani e esse blog é um convite para dialogarmos a respeito de tudo que diga respeito a crianças, infâncias, aprendizagens, brincadeiras, experiências, e tudo mais que diga respeito ou faça sentido conversar a respeito desse universo.

Sejam bem-vindos!

 

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Começo apresentando a vocês a proposta do nosso blog a partir da citação da fala de Ana Lúcia Vilella, exposta acima. Falar de crianças, retirando nossos preconceitos. Esse é nosso objetivo. Porque existe um pensamento recorrente e engessado sobre crianças e infância, como se todas convivessem em um espaço comum.  Mas, ao dedicarmos a nossa atenção à diferentes crianças, dando importância as suas falas, comportamentos e brincadeiras, compreendemos que não há um modo singular de “ser criança”, e esse fato produz inúmeras possibilidades de infâncias.

Então iremos pensar e discutir sobre crianças e infâncias, percebendo as especificidades de cada uma.  Que podem ser ricas ou pobres; viver em diferentes tipos de moradias; ter as mais diversas tonalidades de pele; brincar em casas, praças ou vadiar pelas ruas; frequentar shoppings e cinemas, ou nunca terem tido essa oportunidade; que muitas estudam, outras trabalham, algumas mendigam, e tem as que roubam. Pensaremos nas crianças que tem oportunidade de viver sua infância plenamente, mas, também, em outras que estão tendo sua infância roubada.  Na prática iremos notar que a criança que mora em uma região central de uma cidade irá experimentar sua infância de maneira diferente de outra que mora em um bairro periférico. Não estamos dizendo que as experiências serão melhores ou piores, somente que serão diferentes.

Entendendo isso, a nossa proposta será abordar temas diversos, relacionados de maneira direta ou indireta com as infâncias, buscando desmistificar alguns temas, esclarecer outros, promovendo um espaço interativo de discussões e reflexões sobre nossas crianças e seus mundos.

Porque a sociedade contemporânea tem produzido mudanças sociais e culturais a todo momento e o modelo que tínhamos de “infância” não cabe mais para falarmos sobre essa fase da vida de todo ser humano.

Será que estamos conseguindo acompanhar essas mudanças? Será que estamos conseguindo dialogar e educar as crianças?

Diante dessas inúmeras modificações, muitos responsáveis por crianças pequenas devem estar se perguntando: “O que podemos oferecer de melhor para elas?”, pensando em pôr à disposição as melhores possibilidades para o seu desenvolvimento psicológico, social, motor, corporal, .... ou como é a fala atual, promover o desenvolvimento de habilidades sociais e afetivas capazes de formar um adulto ideal que atenda as expectativas impostas social, cultural e, porque não dizer, pelo mercado de trabalho.

Complicado, não é? Estamos com muitas dúvidas e expectativas.

Para conseguirmos pensar nessas questões propomos estabelecer um espaço de diálogo, em que a participação de todos se torna essencial. Enviem suas perguntas e duvidas, façam sugestões de temas, que na medida do possível, vamos procurar pensar o assunto.

A proposta desse blog é ser um espaço de compartilhamento de conhecimento produzido por mim e por outros colaboradores convidados que tem se dedicado a estudar as infâncias.  Um espaço no qual o conhecimento gerado na universidade pública se torna acessível a todos e, as aprendizagens produzidas, sejam compartilhadas. Assim, escreveremos, também, sobre o que estamos estudando, lendo e produzindo, de uma forma simples, objetiva e que dialogue com a sociedade, para refletirmos juntos as mudanças sociais que estão influenciando como criamos nossos filhos e naturalizamos algumas violências por meio dos nossos preconceitos.

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