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Blogs Marcelo Bonholi Marcelo Bonholi é formado em Jornalismo e repórter do Portal Morada
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Está tudo certo, não há indícios!

"Acompanhei os trâmites dos documentos e descobri a quantidade de pedidos e materiais disponíveis para serem emprestados EXCLUSIVAMENTE para entidades e ações comunitárias"
Postado em: 04/11/2019 às 18:34
Autor: Marcelo Bonholi

No caso do vereador Zé Luiz, acusado de destinar equipamentos públicos para atender uma festa particular em Araraquara, nossa reportagem coletou provas que confirmam o uso indevido de uma viatura destinada a entrega de remédios, bem como publicou um vídeo do morador da casa afirmando que na residência havia ocorrido a festa de aniversário de sua irmã.

O próprio vereador em declarações concedidas ao Jornal da Morada não nega que acionou o motorista do veículo, coincidentemente seu ex-assessor, para, sem autorização escrita ou verbal, coletar as mesas e cadeiras na antiga estação ferroviária onde fica a repartição pública que cuida do cerimonial.

O relatório apresentado em defesa do vereador, formado pelos vereadores Magal Verri, Edson Hel e Pastor Raimundo, nem tenta desmentir que o vereador teve um cuidado todo especial com esse pedido, desviando uma viatura indevidamente, para retirar o material. Ele supervisionou o serviço pessoalmente.

Minimalista, o relatório questiona qual o problema de se utilizar essa viatura sem autorização?

Sendo assim, devolvo a pergunta: qual o problema de um pedido comum necessitar que o vereador Zé Luiz abusasse do seu poder político, extrapolando a esfera do Legislativo e a autoridade da secretária da Saúde e do próprio prefeito, forçando o motorista a desviar sua rota sem avisar seus superiores para tal serviço, feito com o auxílio de dois detentos? Qual o problema de o morador da residência e membro daquela família, afirmar o nome do motorista, modelo do veículo, o conteúdo descarregado e ser uma festa particular?

Eu respondo: todos!

Elaborar um pedido para a prefeitura e encaminhar para o setor competente, ainda é possível que um vereador o faça, mesmo sabendo que a prefeitura dispões de mesas no seu piso térreo para cuidar dessas demandas por parte de entidades e munícipes.

Mas por que tanto cuidado com uma demanda específica?

De minha parte, confesso, acompanhei os trâmites dos documentos e descobri a quantidade de pedidos e materiais disponíveis para serem emprestados EXCLUSIVAMENTE para entidades e ações comunitárias.

Descobri que, por causa da grande demanda, os vereadores entopem essas repartições pedindo todo tipo de material de apoio, de ônibus a cadeiras.

Assim, fica cada vez mais difícil triar e comprovar a veracidade de cada pedido.

Prova disso é que no mesmo dia, Zé Luiz teve um pedido negado. Tratava-se de um evento de uma empresa particular, disfarçado de evento comunitário. O telefone apontado na solicitação é de uma concessionária de motos. No dia referido, houve uma grande ação de vendas no local. Cadê o interesse público?

Sendo assim, dentro da “demanda x checagem”, a prefeitura acreditou na idoneidade do pedido que ultrapassava os limites do Legislativo, desrespeitava o trabalho dos funcionários do setor, desconsiderava o Prefeito e sua secretária da saúde.

O que falta de provas?

1 - Uso da viatura sem autorização, abusando do seu cargo de vereador para impor a um comissionado da prefeitura suas vontades:

Provas palpáveis:

a - Ficha da saída da viatura

b – Motorista com dois detentos coletando material indevidamente (tanto que ele foi exonerado após abertura de um Processo Administrativo)

c – Declaração gravada do morador identificando o condutor da van, o vereador envolvido, o material coletado e a festa de aniversária da irmã.

 

Quando nós vamos aprender? Quando a população irá acordar que políticos nada mais são que nossos “funcionários”? Que não importa o partido, quem ganha cumpre seu papel não só para meia dúzia e sim para toda a população de uma cidade, estado ou país!

Quem desvia uma ambulância de sua finalidade ou rouba R$ 10, não presta, mesmo que tenha outros bons serviços prestados. Quem age fora da lei e dos parâmetros éticos, não presta para governar o país, o estado, o município, nem para ser sindico de prédio!

Você paga. É seu dinheiro. Seu dinheiro sendo administrado por um empregado! Você passa, através do voto, uma procuração! Você autoriza que ele administre o seu dinheiro suado, sofrido!

Asfalto de qualidade, água excelente na torneira, atendimento médico de qualidade... VOCÊ PAGA! E paga também quem deve fiscalizar esse funcionário: na divisão de poderes, o Legislativo fiscaliza, ao invés de trocar favores.

Qual deveria ser sua reação quando os serviços que você contratou não são entregues? Demiti-los, encerrar esse contrato e procurar quem atenda as necessidades da coletividade!

Hoje, parece que a opção é bater palmas, fazer gestos com as mãos, chorar de amor e fazer vigílias na rua!

Quem compactua com desmandos, paga caro por isso!