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Blogs Naiara Oliveira Mariotto - Psicóloga Clínica e Terapeuta Cognitivo Comportamental com especialidade em Relacionamentos; Palestrante; Co-Autora do livro digital "Mulheres 100 Tabu: Desvendando a Autoestima feminina"
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Vale à pena brigar?

"O que se ganha com uma briga? Muitos prejuízos! Dor, lágrimas, arrependimentos, discordâncias, culpa... "
Postado em: 22/06/2017 às 10:11
Autor: Naiara Oliveira Mariotto
Vale à pena brigar?
Imagem ilustrativa

Tente recordar a PENÚLTIMA vez em que você brigou com alguém. Qual foi o real motivo que ocasionou a briga?

Alguns motivos são tão irrelevantes que talvez você nem recordará ou nem irá perceber o porque começou a discussão. Mas mesmo assim, esses motivos banais conseguem provocar uma discordância impressionante entre vocês!

A briga só acontece porque ambos buscam manter o seu ponto de vista e querem sair com algum tipo de vantagem psicológica-emocional da discussão.

O que se ganha com uma briga? Muitos prejuízos! Dor, lágrimas, arrependimentos, discordâncias, culpa...

Durante uma briga existe sempre a voz passiva e a voz ativa da relação. A voz passiva sairá com prejuízos emocionais mais graves. Acaba “respeitando” e concordando apenas momentaneamente para se defender, e não ser mais afetada pelo temperamento da outra. Isso acumulará a falta de estímulo e a desmotivação para com essa relação por um longo período ou sempre. Já a voz ativa, no momento da explosão se sentirá mais aliviada, pois a necessidade de manter seu ponto de vista parece ter sido sanada; mas depois perceberá que isso não resolveu o problema, e sentirá o peso de ter agido de uma forma exagerada, sofrendo com o incomodo da culpa e se comportando na tentativa de se redimir do que fez. Passado um tempo, a culpa e o arrependimento passam e essa pessoa volta a restabelecer a sensação de mérito pessoal e então, motivada novamente, irá explodir tudo de novo em uma nova discussão. Tornando ambos, reféns de um ciclo vicioso de defesas e ataques: caminho favorável para o término da relação!

Para uma boa convivência, o diálogo é essencial! Seja um bom locutor e um bom ouvinte. De uma forma clara, explique seus incômodos e chateações, e escute em silêncio o que o outro está falando para conseguir se colocar no lugar dele(a)  também. Escolher o momento certo para conversar também é muito importante. Se estiver com muita raiva ou muito triste, aguarde o momento certo para o diálogo. Isso será provavelmente em um ou dois dias após a situação ocorrida, ou quando perceber que as “caras feias” começaram a diminuir. Durante o diálogo, evite apontar o outro, fale sempre em 1ª pessoa: “Eu me senti..”, “Eu fiquei triste..”, “Eu não gostei...”.

Qual é o som das palmas feitas com uma mão só? Brigar é uma opção de ambas as partes! Fazer a sua parte para não contribuir com prejuízos para seu relacionamento pode ser essencial!

Até a próxima!

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