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Morte x LGBT. O que fazer?

Se uma travesti, uma transexual ou um homem trans morre, com que nome deverá ser identificada na plaquinha do velório, por exemplo?
Postado em: 27/09/2017 às 16:50
Autor: Paulo Tetti

Olá leitores.

Hoje serei breve porque tive uma experiência com a morte de uma transexual que me chocou.

Sabemos que hoje no Brasil o uso do nome social para travestis e transexuais já é um direito e que já cabe às instituições, como as escolas, do ensino  fundamental ao superior, seja pública ou privada, adotar essa regra.

Sabemos que no SUS a carteirinha das travestis, transexuais e homens trans já são emitidas com o nome social e que em alguns locais já é permitida a entrada no banheiro do gênero em que a pessoa se identifica.

Em Araraquara, há uma lei municipal de minha criação para o uso do nome social para travestis e transexuais nos âmbitos e órgãos municipais. Em caso de descumprimento, a lei prevê multa de 3 a 3000 UFESP.

Recentemente, uma ação judicial formulada pela advogada Marta Rocha,  que atua em São Paulo e é travesti, assegurou que todos advogados trans e travestis possam usar suas carteiras da OAB com seus nomes sociais.

Nos boletins de ocorrência registrados pela Polícia também já é possível a identificação do nome social.

Mas, e se uma travesti, uma transexual ou um homem trans morre, com que nome deverá ser identificada na plaquinha do velório, por exemplo? Após o sepultamento, qual nome deverá ser colocado na campa desta pessoa?

Acompanhei um caso um tempo  atrás, não irei citar nomes, e até entendo a dor da família, porque não é fácil hoje em dia ver uma trans morrer. Aliás, trans morrem todos os dias no Brasil. Mas aí você se depara com a placa no velório com o nome de registro civil, ou  seja, estava lá o nome de uma mulher e era um homem trans e todos que chegavam no velório procurando o fulano e não achavam  porque a família não aceitava a condição de gênero e colocou o nome do RG.

Fica tudo muito estranho porque até a família desta pessoa não deixava ninguém chegar perto do corpo deste homem trans. Com isso, onde está a dignidade deste trans? Por que não respeitaram sua identidade de gênero? Afinal, ele se identificava como homem e não como mulher.

A situação é semelhante ao que está sendo mostrado na novela das 21:00 com a personagem Ivana, rejeitada pela família.

Para concluir a história: o trans sobre o qual comentei acima foi enterrado com o nome feminino e com uma foto antiga feminina. Achei um absurdo isso. Teve os seus direitos violados mesmo estando morto.

Lutarei e farei com que o nome social para as travestis e homens trans da nossa cidade seja respeitado. Uma das emendas que irei criar será uso do nome social mesmo na hora de velar ou enterrar um corpo com  dignidade.

Tenho uma amiga de muitos anos. Eu era moleque ainda, tinha meus 17 anos, quando conheci  a Andréia de Maio, uma bem sucedida travesti da noite Paulistana que morreu  há alguns anos e foi enterrada com o nome de registro civil. Há cerca de seis meses um amigo, para fazer uma homenagem a ela, entrou na justiça para que no túmulo dela estivesse seu nome social.

Depois de muitos anos de sua morte, ela teve essa conquist

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