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Cultura
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Espetáculo de teatro Ledores do Breu em cartaz no Sesc

O espetáculo trata das relações entre o homem da leitura, das letras e do mundo ao seu redor
Postado em: 25/09/2018 às 14:19
Autor: Redação
Espetáculo de teatro Ledores do Breu em cartaz no Sesc

Com direção de Rodrigo Mercadante, a Cia. do Tijolo apresenta na próxima quinta-feira (27), às 20 horas, no Teatro do Sesc Araraquara, Ledores no Breu, Monólogo de Dinho Lima Flor. Os ingressos variam entre R$ 5 e R$ 17 e estão à venda no Portal do Sesc e nas bilheterias das unidades.

Inspirado no pensamento e prática do educador Paulo Freire, nas obras do poeta Zé da Luz e do ficcionista Guimarães Rosa, o espetáculo Ledores no Breu trata das relações entre o homem da leitura das letras e o mundo à sua volta. Histórias que acompanham tantos leitores na escuridão, analfabetos em pleno século XXI, percorrendo distâncias para elucidar suas dúvidas, seus erros e seus crimes.

Um homem que, por não poder ler as letras, comete um crime contra seu amor e contra si mesmo; outro homem que desperta para as artimanhas e dubiedades da palavra; alguém que reinventa o afeto a partir das letras que formam um nome. Personagens que, a partir de suas relações com as letras e as palavras, tem sua vida profundamente transformada. Ledores no Breu busca desenvolver uma reflexão crucial sobre nosso tempo: o acesso à cultura como forma de emancipação por meio do domínio da escrita. Histórias sobre analfabetos, analfabetos funcionais, e sobre aqueles que são os alfabetizados nas letras e no dinheiro, mas que não conseguem se alfabetizar para o afeto e para a vida.

Nos acompanham nessa viagem sobre a escrita e busca da autonomia, autores, pensadores e compositores: Paulo Freire,Zé da Luz, Frei Betto, Ledo Ivo, Cartola, Jackson do Pandeiro, Luiz Fernando Veríssimo, Mano Chao, Chico César e Patativa do Assaré.

Sobre a Cia.

A Cia do Tijolo nasceu do desejo de criar um espetáculo a partir da obra de Patativa do Assaré, que culminou nos espetáculos “Cante Lá que eu Canto Cá” e “Concerto de Ispinho e Fulô”. Do encontro entre os artistas de diversas experiências de vida e de teatro, a Cia. passou construir sua história e sua identidade artística. Depois de nove meses de pesquisa e ensaios e de dois anos apresentando seu segundo trabalho Brasil e mundo afora, mergulharam em um novo processo de criação que trouxe novos questionamentos e múltiplos desejos. O reconhecimento dos princípios éticos e estéticos norteiam o caminhar deste coletivo no seu fazer artístico.

A proximidade com a poesia como forma do discurso os levou a outro poeta, Federico Garcia Lorca, como fonte motriz e inspiradora deste novo Cantata para um Bastidor de Utopias. Mas não é só a forma poética que os levou de Patativa a Lorca. Ambos são poetas de sua terra e de seu tempo e transformam suas vivências cotidianas em experiências humanas universais; ambos trafegavam com sua poesia entre o popular e o erudito; ambos foram, cada um a seu modo, revolucionários; ambos eram poetas engajados sem nunca terem se filiado a nenhum partido político; ambos perceberam a miséria em seu aspecto mais absurdo e a denunciaram. Carregavam em si o germe do inconformismo diante da opressão, um inconformismo que se expressa poeticamente. São estas inquietações que os empurraram para o “Cantata Para Um Bastidor de Utopias”.