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Cultura
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"Cerâmica Indígena" e videoinstalação são destaques no MAPA

Exposições apresentam viés do mês de abril, quando é celebrado o Dia do Índio
Postado em: 19/04/2018 às 16:11
Autor: Redação
Foto: Tadeu Queiroz

O MAPA – Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara realiza duas exposições com viés do mês de abril, quando é celebrado o Dia do Índio: "Cerâmica Indígena", exposição que destaca a técnica do rolete, e a videoinstalação "Língua Mãe", de Alex Lima.

A exposição "Cerâmica Indígena" mostra as etapas de confecção da cerâmica com a técnica do rolete - uma técnica indígena que também é conhecida como "acordelado" e é muito utilizada na produção de potes de cerâmica.

A técnica de manufatura do acordelado é utilizada por praticamente todas as populações ceramistas na confecção de potes, vasos e utensílios, sendo uma atividade exclusivamente feminina, onde alguns grupos direcionam certas funções para determinados homens, como por exemplo: o transporte da coleta do barro, ainda que a atividade em si, da produção das peças, seja feminina.

O acordelado consiste na superposição de roletes feitos de argila a partir de uma base, em forma de anéis ou em espiral em sucessivas justaposições, até formar as paredes no tamanho desejado. Durante esse processo é feito o alisamento dos roletes, interna e externamente. Com isso todos os vestígios dos roletes são apagados e a pressão empregada faz com que as paredes se tornem mais finas e uniformes. Após este processo, a peça é levada para a secagem em local fresco por alguns dias e só depois é realizada a queima, para que adquira resistência.

"Cerâmica Indígena" reúne: textos e fotos explicando os processos de produção da técnica do rolete e, ainda, três réplicas confeccionadas com a técnica do rolete por Sérgio Rosseti. As réplicas (uma da região Norte do país e duas do Estado de São Paulo) podem ser manuseadas pelos visitantes.

Já a videoinstalação "Língua Mãe" reúne vídeo, desenhos e repetição de palavras em língua indígena, a fim de mostrar a origem de alguns vocábulos indígenas. Animais, pessoas e ações aparecem na videoinstalação de Alex Lima, mostrando que a língua portuguesa até chegar a sua formação atual, passou pela incorporação de várias palavras de inúmeras etnias indígenas diferentes.

A proposta é dirigida para maiores de seis anos e apresenta uma animação em audiovisual de aproximadamente cinco minutos, feita por cenas do cotidiano, com a locução na língua da etnia Umutina, na qual o participante poderá ver e ouvir e, intuitivamente, fazer a interpretação para o português de cenas do cotidiano, também comuns para o não indígena.

"Tanto a exposição quanto a instalação que integram a programação de abril do MAPA, são ações focadas não apenas na difusão de culturas diferentes, mas sobretudo na perspectiva de aproximar cada visitante de realidades que, apesar de diversas, não são excludentes entre si - ao contrário! É exatamente pelo conhecimento do outro que vislumbramos a construção de sociedades mais tolerantes e menos violentas com a diversidade", aponta a secretária municipal da Cultura, Teresa Telarolli.

"Cerâmica Indígena" e "Língua Mãe" ficam em cartaz até o dia 30 de abril, no seguinte horário: de segunda à sexta-feira, das 9 às 17h30; e aos sábados, das 9h30 às 12 horas. O MAPA está localizado à Rua Voluntários da Pátria, na esquina da Avenida Portugal, no Centro da cidade.

 

Serviço:

Exposição "Cerâmica Indígena" e videoinstalação "Língua Mãe"

Local: MAPA (Rua Voluntários da Pátria, na esquina da Avenida Portugal – Centro)

Período: até o dia 30 de abril

Horário de visitação: de segunda à sexta-feira, das 9 às 17h30; e aos sábados, das 9h30 às 12 horas

Grátis