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Cultura
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Obras de Hansen Bahia estão em exposição na Câmara Municipal

O cotidiano soteropolitano é retratado com sensibilidade e maestria na obra do artista
Postado em: 18/01/2019 às 08:13
Autor: Redação
Um pedaço da história das Belas Artes do Brasil, que já percorreu museus e eventos artísticos de destaque, como a Bienal Internacional de São Paulo e o Museu de Arte Moderna (MAM), visita Araraquara durante todo o mês de janeiro. Trata-se da exposição das obras de Hansen Bahia – artista polivalente que deixou seu nome gravado em trabalhos de escultura, literatura, ilustração, decoração, pintura e xilogravura – em exibição no saguão da Câmara Municipal.

A idealizadora da exposição, vereadora Thainara Faria (PT), que disponibilizou os livros e as gravuras que trouxe de uma viagem à Bahia para montar a exposição na Casa de Leis. “Acredito que todo conhecimento e experiências só são válidos quando compartilhados. Sempre que tenho a oportunidade de conhecer e aprender coisas novas, busco compartilhar com a Araraquara, seja por meio da minha atuação ou por meio de palestras e exposições.”

A exposição de Hansen Bahia está aberta para visitação no saguão da Câmara Municipal de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, até o dia 31 de janeiro.

 

O artista

Hansen Bahia nasceu Karl Heinz Hansen, em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, em 1915. Era ilustrador de livros infantis quando foi convocado para servir como soldado na 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Terminada a guerra, voltou às artes, dedicando-se à xilogravura entre 1946 e 1948. Em 1950, emigrou para o Brasil, vivendo primeiro em São Paulo (SP), onde permaneceu por cinco anos, mudando-se depois para Salvador (BA), terra pela qual se apaixonou e onde fez grandes amizades, inclusive com o escritor Jorge Amado.

Na Bahia, publicou trabalhos que o eternizaram nas artes plásticas nacionais, como as ilustrações do livro “Navio Negreiro”, de Castro Alves, e a série de gravuras “Flor de São Miguel”, com textos próprios, de Jorge Amado e de Vinicius de Moraes. Também ilustrou obras de François Villon, Bertolt Brecht e outros escritores de renome.

O cotidiano soteropolitano, os casebres e seus habitantes, as prostitutas e as fachadas do Centro histórico de Salvador são retratados com sensibilidade e maestria na obra do artista, que se naturalizou em 1966 e se tornou professor de Artes Gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1967. Em 1970, mudou-se para São Félix (BA), onde viveu até o seu falecimento, em 1978. Dois anos antes de sua morte, ele doou, em testamento, a sua produção artística à cidade de Cachoeira (BA), onde foi criada a Fundação Hansen Bahia, que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho.