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Cultura
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Sexta tem jazz com o grupo Pó de Café

Show celebra os 60 anos do lançamento do disco "Kind of Blue", do trompetista americano Miles Davis
Postado em: 08/05/2019 às 16:40
Autor: Redação
Sexta tem jazz com o grupo Pó de Café

Rubinho Antunes (trompete), Marcelo Toledo (saxofone tenor), Vanderlei Henrique (saxofone alto), Murilo Barbosa (piano), Bruno Barbosa (contrabaixo) e Duda Lazarini (bateria), formam o Pó de Café, grupo que sobe ao palco do Sesc Araraquara na sexta-feira (10), às 20 horas, para homenagear os 60 anos de lançamento do disco "Kind of Blue", do trompetista Miles Davis.

Ao longo da apresentação, o convidado Reinaldo Figueiredo, jornalista e radialista, comenta sobre a importância das composições e suas influências sobre o pensamento jazzístico, mostrando curiosidades e informações sobre um dos discos mais emblemáticos da história. No repertório, as canções So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blue, Flamenco Sketches, Milestones e Seven Steps to Heaven, além de algumas obras que sucederam essa fase do artista.

Apesar de trazer uma inovadora abordagem harmônica e sonoridades estranhas ao jazz da época, o disco teve grande aceitação do público e é reconhecidamente um marco na história do gênero.  

 

Kind of blue e o jazz modal

1959 foi um ano em que os lançamentos do mercado fonográfico mostravam que o jazz abria um grande leque de possibilidades e expressões musicais – ondas sonoras que ainda ecoam em 2019 e moldaram o espírito aventureiro e indomável do gênero. São cinco os discos que apresentavam o jazz como uma força musical em plena expansão, rompendo barreiras entre tradição e vanguarda, derrubando diferenças entre o popular e o erudito, desconstruindo o próprio jeito de tocar e ouvir: “Free Jazz” (Ornette Coleman), “Giant Steps” (John Coltrane), “Time Out” (Dave Brubeck Quartet), “Portrait in Jazz” (Bill Evans Trio) e o mais impactante de todos – “Kind of Blue”, do trompetista e criador musical Miles Davis.

Miles compôs especialmente para o disco peças que tinham como característica principal o fato de se construírem em torno de apenas um ou dois acordes. Ao invés de dezenas de progressões de acordes se revezando – como era padrão no bebop –, Miles elegeu escalas (aqui chamadas de modos) para ancorar suas composições. Levou as partituras direto para o estúdio no dia da gravação, e deu alguns poucos direcionamentos para os outros músicos – profissionais que já tocavam com ele há tempos, com a adição do pianista mais “cool” do momento, Bill Evans. Para Evans, Miles deu algumas indicações de como deveria tocar os acordes, mas apenas uma direção, uma sonoridade, e deixou que o “novato” criasse harmonias que seguissem sua inspiração.

O resultado é um disco introspectivo, onde cada músico buscou dentro de si os recursos para improvisar com tão poucos acordes e melodias contidas nas partituras, mas muito fluido e dinâmico, pois cada um se deixou levar pelas sedosas e densas notas esboçadas no papel e criou solos férteis e inovadores. Como resultado, foram vendidos ao longo dos anos mais de 4 milhões de cópias apenas nos EUA – maior vendagem de um álbum de jazz.

 

Serviço

Grupo Pó de Café toca Kind of Blue

Dia: 10/5, sexta-feira

Horário: 20h

Local: Garimpo

Classificação: Livre

Grátis