Graziela e Juliana: para sempre rainhas do Carnaval

Duas integrantes da Mancha Araraquara são amigas desde a infância e se revezavam nos títulos dos concursos da Corte em Araraquara

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Graziela e Juliana: para sempre rainhas do Carnaval

 

Graziela Carolina Marques da Silva, rainha de bateria da Mancha Araraquara, e Juliana Desidério, coreógrafa da comissão de frente da escola, têm muita história para contar sobre o Carnaval de Araraquara. Juntas, as amigas ganhavam praticamente todos os concursos da Corte realizados desde o início dos anos 2000.

Graziela, comerciante de 30 anos, 'respira Carnaval'. Ela começou a participar da festa aos três anos, por incentivo dos familiares. Depois de passagens por Estrela da Vila Santana, Unidos da Morada do Sol e Gaviões do Selmi Dei, Graziela está há sete anos na Mancha Araraquara, onde é rainha de bateria.

De tanto ganhar o prêmio de Rainha do Carnaval (sete vezes ao todo), Graziela chegou a ser impedida de concorrer. "Teve um ano em que troquei de categoria com a Juliana para poder participar. Fiquei como Princesa do Samba. Como só eu ganhava, eles me proibiram", conta, rindo.

Para ela, o amor pelo Carnaval se confunde com o amor pela sua família. "Dos meus três anos até hoje, aos 30, eu estou todo ano no Carnaval e sempre à frente de uma bateria."

 

Amizade

Graziela e Juliana são amigas há cerca de 20 anos, quando dançavam juntas em um grupo. Desde então, não se separam. "Ela é minha irmã. Meu filho é amigo do filho dela, meu marido é amigo do marido dela", explica Graziela. Segundo Juliana, as duas "construíram uma história".

Juliana, educadora física e técnica de ginástica artística, de 30 anos, está há dez anos como responsável pelas coreografias da comissão de frente da Mancha Araraquara. Antes disso, passou por diversas escolas de samba da cidade.

Ela venceu por cinco vezes o prêmio de Rainha do Carnaval e por quatro vezes o de Rainha do Samba. "Todo ano, sempre tinha muita discussão por causa disso. Algumas pessoas não queriam que a gente participasse e a gente queria participar. A gente sempre amou o Carnaval. E não era nem pelo prêmio que a gente concorria", explica.

"A gente ganhava todo ano, porque trabalhava na parte artística, investia bastante em figurino, fazia muitas coisas legais. Não era injusto o resultado, apesar de muitas pessoas falarem que era", completa Juliana.