Anacã Companhia de Dança traz a Araraquara o flutuar de corpos de 'EleEla'

O espetáculo terá entrada gratuita e acontecerá no próximo dia 16 de setembro, às 20h, no Teatro Municipal da cidade

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Anacã Companhia de Dança traz a Araraquara o flutuar de corpos de
Imagem: Tomas Kolisch

 

O corpo fala. Mais do que isso, na dança ele transparece sentimentos profundos que encantam e emocionam. É nesta 'intensa' linha de raciocínio que nasce o espetáculo "EleEla", da Anacã Companhia de Dança, que promete embalar os corpos e as mentes do público de Bauru e Região no Teatro Municipal.

"E se fez o Homem, e dele a Mulher", assim começa a apaixonante apresentação de 15 bailarinos  que contam a trajetória pulsante dos sentimentos e caminhos do jogo da vida, com os seus protagonistas: homens e mulheres.

Paixão e desejo, amor e ódio atraem e repelem os corpos que, embalados por músicas carregadas desses sentimentos, saltam, giram e se completam. Logo no início do espetáculo, os sete casais representam um nascimento às avessas: em uma alusão ao mito de Adão e Eva, o diretor Edy Wilson de Rossi traz Mulheres nascendo dos Homens.

A mulher, no decorrer do espetáculo, mostra que recebeu, como instrumento de luta, a beleza mais do que sedutora dos movimentos e a magia do sorriso, que transcendem e rompem barreiras, recuperando seu espaço perdido na linha tênue da vida sob as amarras do silêncio e da submissão. 

E ao Homem, proveu a força que constrói, a inquietude pela conquista, o olhar visionário que conduz, o peito aberto e passos largos onde se guardam e resguardam acertos e erros, que escrevem a história no livro da vida.

É ao ritmo dessa toada que flutuam Homens e Mulheres, talvez seres, buscando, um no outro, a perfeição inexistente, embriagados e seduzidos pelo amar que, como espelho invertido, reflete a dualidade desses bailarinos.

Com espetáculo de entrada gratuita, a Anacã Companhia de Dança faz o convite para o público viver essa intensa e sedutora experiência de "EleEla", que, como o nome já traz, se refletem e se complementam no embalo do jazz contemporâneo.

 

Serviço

O espetáculo "EleEla", da Anacã Companhia de Dança será apresentado no próximo dia 16 de setembro (sexta-feira), às 20h, no Teatro Municipal, que está localizado na avenida Bento de Abreu, s/n, Centro, Araraquara. O espetáculo, que conta com incentivo da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Itaú, terá entrada franca. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro, uma (1) hora antes do espetáculo.

 

Sobre a Anacã

Produção Artística e formação de profissionais de dança. Essas duas vertentes fundamentais no trabalho dos profissionais brasileiros de dança são foco da Anacã Companhia de Dança (cujas principais unidades ficam em São Paulo) desde seu surgimento em 2012, pela união de forças de dois coreógrafos/ professores, Helô Gouveia e Edy Wilson. 

Empenhados em difundir e resgatar a dança jazz contemporânea, trabalhada num viés da arte popular brasileira, Gouvêa, Wilson e a companhia trabalham com olhos no presente e no futuro: além de criar um repertório coreográfico que seja legado às futuras gerações, voltam seus esforços para o desenvolvimento de novos talentos da dança.

 

O diretor

Edy Wilson é formado em educação física. Coreógrafo e professor de dança contemporânea, jazz dance e modern jazz. Lançou, em 2003, os cursos de duos e trios livres Pas de Deux de Jazz; em 2010, o curso de técnica de jazz para mulheres com sandália de salto. É, ainda, jurado convidado nos grandes festivais de dança e instituições de dança no Brasil e América Latina. Em 2006, recebeu o prêmio de "Melhor Coreógrafo do Festival de Dança de Joinville", participando da Bienal de Lyon na França no mesmo ano.

Foi responsável em 2007 pela remontagem da coreografia "Novos Ventos", de Roseli Rodrigues, para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em sua trajetória no Grupo Raça Centro de Artes e Raça Cia de Dança de São Paulo atuou como bailarino, professor, ensaiador, coreógrafo e diretor até julho de 2012. Em agosto do mesmo ano, no Estúdio Anacã de São Paulo, junto à Helô Gouvêa, lança a Anacã Companhia de Dança, onde atua como diretor artístico e coreógrafo residente.