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Esporte
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Mário Pedrolongo: Cinco décadas de dedicação ao tênis 

Modalidade que aprendeu a amar na adolescência se tornou sua profissão e inspirou grandes momentos de sua vida
Postado em: 11/07/2020 às 01:44
Autor: Carlos André de Souza
Mário Pedrolongo: Cinco décadas de dedicação ao tênis 
Mário Pedrolongo possui uma história de sucesso no tênis de Araraquara. Fotos: Arquivo pessoal

Mário Sergio Pedrolongo possui uma longa história de amor com o tênis, modalidade que conheceu na adolescência e que o levou a se aprimorar até se tornar um grande treinador, que ajudou a revelar talentos e difundir o esporte por aproximadamente 50 anos. 

Nascido em São Carlos, ele desembarcou em Araraquara há 43 anos e aqui construiu uma bela trajetória marcada por muita dedicação e busca por conhecimento. Foi técnico da equipe de Araraquara durante 15 anos, comandou participações em Jogos Abertos do Interior e Jogos Regionais, e atualmente orienta alunos do Clube Araraquarense, Clube Náutico e condomínios da cidade.

Hoje com 66 anos de idade, o treinador coleciona conquistas e passagens marcantes, porém aquela que mais se orgulha aconteceu em 2014, quando recebeu o Título de Cidadão Araraquarense, que foi a maior prova de que a cidade soube valorizar seu trabalho.

Em entrevista concedida ao Portal Morada, Mário Pedrolongo falou sobre sua vida e emoções vividas no esporte. Confira!


O início

Mário Sergio Pedrolongo nasceu em São Carlos no dia 9 de junho de 1954. É filho de José Pedrolongo e Eunice Pedrolongo, que lhe deram 17 irmãos, entre os quais dois deles — Márcio e Celso — também trabalham com o tênis.

Seu interesse pelo tênis surgiu na adolescência, quando seu pai trabalhava no São Carlos Clube. "Lá, fui pegador de bola e jogávamos com as mãos nos intervalos das aulas, escondidos dos diretores. Com o passar do tempo, inventamos uma raquete de madeira. Até que um dia, o parceiro de um dos diretores que nos proibiam de brincar nas quadras faltou, abrindo a possibilidade para que eu o convidasse para jogar. Ele, com suas raquetes de marcas, e eu com a minha de madeira, já que ele não se manifestou em me emprestar a que estava sobrando. O resultado da partida foi 6 a 0 para mim. A partir daí, tudo mudou. Esse mesmo diretor me presenteou com uma raquete e passou a jogar comigo diariamente, e não mais com seus amigos", relembra Mário, que aos 15 anos participou do primeiro torneio dos Jogos Regionais em Jales-SP, além de outros regionais e torneios da Federação Paulista de Tênis.

Ele conta que não encontrou uma estrututa que possibilitasse almejar voos mais altos em sua trajetória como jogador, porém encontrou sua verdadeira vocação ao tornar-se professor da modalidade. "Como jogador não dei muita importância para a minha carreira, ganhando muitos torneios e perdendo muitos outros também. Na época em que comecei a participar dos torneios, devido a minha condição financeira, não disponibilizava de recursos para me inscrever e me locomover para outras cidades. Foi aí que resolvi me aperfeiçoar para ser professor, realizando muitos cursos. Posso dizer que o meu envolvimento com o tênis já está na casa dos 50 anos", destaca.


Araraquara em seu caminho

Mário Pedrolongo conta que Araraquara entrou em sua vida em 1977. "Vim a convite do senhor Henrique Somenzari Filho, presidente do Clube Araraquarense na época, para treinar seu filho Eduardo Somenzari, que veio a jogar com os melhores atletas do Brasil. Posteriormente formamos uma equipe no Clube Araraquarense, que veio a se destacar a nível nacional na gestão dos presidentes Bruno Ópice de Mattos e Edson Pereira da Silva", recorda.


Grandes momentos

Durante seu caminho traçado no tênis da cidade, alguns atletas atingiram patamares de destaque na modalidade, como Giuliano Peroni, André Ribeiro, Marcelo Junqueira, Carlos Visey Rodrigues, José Luis de Moura, Fernando Crisci, Paulo Ramalho, Renato e Rodrigo Chediek, entre outros.

O treinador se lembra com orgulho dos grandes momentos vividos no tênis. "Com uma equipe composta por 25 jogadores, participamos de todos os torneios da Federação Paulista de Tênis e Campeonatos Brasileiros. Assim, posso elencar os títulos de campeão brasileiro e estadual de Marcelo Junqueira, os diversos campeonatos da Federação Paulista obtidos por Giuliano Peroni (que chegou a ser o primeiro do ranking brasileiro em sua categoria), os títulos de André Ribeiro (também primeiro do ranking brasileiro em sua categoria e com várias conquistas da Federação Paulista). Outros atletas também seguiram o mesmo caminho, vindo a conquistar diversos torneios da FPT. E nessas tantas conquistas, não posso deixar de mencionar os demais professores: Henrique Santos (Pepino), Sérgio Almeida (Bochecha), Heráclito Egas (Quito), Marcelo Maganini e seu irmão Rogério Maganini", acrescenta.

Mário Pedrolongo também se orgulha de poder trabalhar com o que mais ama. "Não tenho outra profissão além do tênis. É possível, sim, viver do tênis", assegura. 


Maior emoção

A importância de Mário Sergio Pedrolongo para o esporte de Araraquara foi oficializada em outubro de 2014, quando o professor foi homenageado pela Câmara Municipal de Araraquara com o Título de Cidadão Araraquarense, em uma cerimônia que fez lotar o plenário com amigos, parentes, alunos e admiradores do seu trabalho.

"Ter recebido o Título de Cidadão Araraquarense como reconhecimento pelo meu trabalho, através do vereador Renato Haddad, foi o momento mais importante que viveu no esporte", enfatiza.


Vida atual

Atualmente, Mário segue na ativa: trabalha no Clube Araraquarense há 42 anos e também no Clube Náutico há 28 anos, além de ministrar aulas em condomínios pela cidade. 

O esporte pelo qual ele tem grande paixão também lhe proporcionou encontrar sua esposa e companheira de vida, Olga Sueli Peroni Pedrolongo, com quem é casado há 40 anos e com quem teve o filho Mário Francisco Pedrolongo, o Chiquito.

O treinador explica que durante o período de pandemia e isolamento social, tem assistido inúmeras reprises de jogos históricos pela TV, além de fazer caminhadas e aproveitando a família. "Mas estou ansioso pelo retorno para fazer o que mais gosto: jogar tênis! Sobre a pandemia, jamais imaginava vivenciar esse momento de inatividade esportiva e limitação pessoal. Vejo com muita tristeza tudo isso que está acontecendo", analisa.

Mário exprime sua gratidão a tudo o que conquistou por meio do tênis. "Para mim, o esporte significa tudo. O que sou e o que conquistei na vida devo a Deus e ao esporte", finaliza o mestre.

 

Confira abaixo algumas fotos da vida de Mário Sergio Pedrolongo.