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Conheça a carreira do técnico da Ferroviária

Títulos, acessos e trabalhos marcantes marcam a trajetória de Sérgio Soares
Postado em: 22/03/2020 às 23:33
Autor: Redação
Conheça a carreira do técnico da Ferroviária
Sérgio Soares possui campanhas surpreendentes em sua carreira. Foto: Jonatan Dutra/AFE

Muito antes de levar a Ferroviária à inédita terceira fase da Copa do Brasil, Sérgio Soares já impressionava com títulos, acessos e trabalhos marcantes. Desde seu primeiro ano como comissão técnica, as conquistas fazem parte de sua trajetória. Hoje, o ex-atleta que jogou por diversos times de São Paulo, fala com a propriedade de um treinador que vem construindo uma bela história no mundo da bola.

“Eu classifico minha carreira como vitoriosa. Tive o privilégio de começar vencendo uma Copa do Brasil e logo na sequência disputei Libertadores. Conquistei diversos acessos e títulos. Cheguei em finais. Mas eu quero ainda mais. Acredito que ainda tenho capacidade para me desenvolver ainda mais e chegar nos grandes clubes do futebol brasileiro. Uma carreira em evolução e vitoriosa”.

Como jogador, iniciou sua carreira no Juventus da Mooca, em 1982,  nas categorias de base e ficou no clube até 1992, ano em que se transferiu para o Al Hilal, da Arábia Saudita, onde jogou por três anos, com um período de empréstimo para o Guarani, em 1995. Ao final do ano seguinte, defendeu as cores do Palmeiras, comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, que acabou sendo campeão estadual em 1996, em uma inesquecível campanha, com 102 gols.

“Aquele Palmeiras de 96, fui privilegiado de participar daquele grupo. Considerado um dos melhores times da história do clube. Realmente aquele Palmeiras tinha tudo o que a gente gosta no futebol: posse de bola, agressividade, qualidade técnica individual... Um trabalho coletivo muito bem feito pelo Vanderlei. Tudo o que vivi naquele time foi muito significativo para o que eu trago hoje na minha carreira como treinador”, afirma.

Também teve passagens por Japão, onde atuou pelo Kyoto Sanga, e muitos outros clubes brasileiros como Inter de Limeira, Goiás, Paulista e Náutico, até chegar ao Santo André, em 2004, ano em que encerrou sua carreira como jogador e passou a exercer o cargo de comissão técnica. Na ocasião, a equipe do ABC disputava a Copa do Brasil e Sérgio Soares jogou a competição até o primeiro jogo das oitavas de final, contra o Guarani, até seu contrato ser encerrado.


Transição de carreira

Quando isso aconteceu, foi convidado pelo presidente do clube, a época Jairo Livolis, falecido em setembro de 2017, a fazer parte do corpo diretivo do Santo André. No entanto, a equipe passava por uma reformulação técnica, na qual Péricles Chamusca, que hoje trabalha na Arábia Saudita, chegava para substituir o antigo treinador Luiz Carlos Ferreira. Chamusca, por sua vez, precisava de um auxiliar técnico, então aí que se iniciava a carreira de Sérgio Soares como treinador.

“O Chamusca veio para o Santo André sem auxiliar e eu praticamente me inseri nessa função, auxiliando o Chamusca naquele período. Foi assim que eu comecei a minha carreira: como auxiliar na Copa do Brasil. Inclusive, nas últimas três rodadas, o segundo jogo da semifinal e os dois da final, o Chamusca estava suspenso e eu participei na área técnica. A gente fez uma bela dupla e conquistamos a Copa do Brasil”, relembra.

O Santo André fez uma histórica campanha nesta edição da Copa do Brasil, eliminando grandes times do cenário nacional, como Atlético-MG, na segunda fase, e Palmeiras, nas quartas de final. Quando, enfim, encontrou o Flamengo na final. O primeiro jogo da decisão terminou empatado por 2 a 2, no antigo Palestra Itália. Já no segundo confronto o Santo André venceu o Flamengo, por 2 a 0, em pleno Maracanã lotado.

“Com certeza influenciou de forma positiva. Era o início da minha carreira, eu tinha 37 anos, era minha primeira experiência como comissão. Então, ter uma conquista desse tamanho é importante, ainda mais que no ano seguinte disputamos a Libertadores, quando tive a felicidade de comandar o time. Influenciou muito e sou extremamente grato e agradecido por ter vivido esse momento e ter essa conquista logo no meu início de carreira”.


Início de fato

Depois da conquista, Péricles Chamusca foi para o São Caetano e Sérgio assumiu o comando do time até o final da temporada. No ano seguinte, trouxeram o experiente Hélio dos Anjos para comandar a equipe na competição intercontinental. “Devido à Libertadores, o presidente entendia que eu não tinha experiência, e realmente não tinha, para dirigir a equipe naquele momento”, revela.

Porém, Hélio durou menos de um mês na equipe. Então, a diretoria optou por trazer Luiz Carlos Ferreira novamente ao clube. Mas o mesmo também durou pouco tempo e foi quando Sérgio assumiu efetivamente o cargo de treinador, em 2005.

No ano seguinte, mais uma gloriosa passagem. Desta vez, sob o comando do Grêmio Barueri. Sérgio havia acabado de deixar o comando da equipe que o revelara como jogador, o Juventus da Mooca, e recebeu de Pedro Alcazar Neto, conhecido como Pedrinho, que na época era dirigente do clube, a fazer parte do grupo. Após aceitar o convite, levou a equipe ao acesso da Série C para a Série B do Brasileiro daquele ano, classificando entre os quatro primeiros.


Mais história pelo Ramalhão

Posteriormente ao Grêmio Barueri, voltou ao clube do ABC para, mais uma vez, trazer alegrias ao torcedor. “Em 2008, conquistamos a Série A2. Cheguei para os jogos finais da A2 e depois já disputamos a Série B. Fomos campeões da A2 e conquistamos o acesso da Série B, em segundo lugar, com o Corinthians sendo campeão. Foi muito importante para mim, um ano significativo da minha carreira e saboroso e prazeroso por ter sido no Ramalhão”, explica.

Sérgio Soares deixou o clube logo após o vice campeonato da Série B, em 2008, e passou por Paraná, São Caetano, Ponte Preta até retornar em 2009, para montar uma equipe que faria história no Paulistão do ano seguinte, revelando jogadores como Bruno César, Rodriguinho e Cicinho. O Santo André encantou os olhos dos paulistanos que os assistiam, mas acabou perdendo a memorável final do Paulistão de 2010 para o Santos de Neymar, Robinho, Ganso e companhia.

“O time do Santo André em 2010 era diferente do time de 2004 que disputou a Copa do Brasil. O time de 2010 gostava de ficar com a bola, de propor o jogo. Um time que não tinha medo de jogar, independente do lugar. Tinha imposição técnica, postura. Uma equipe impositiva que sabia trabalhar bem a bola, bastante equilibrado, mas extremamente agressivo”, afirma.

Depois da bela campanha, recebeu o convite para trabalhar no Atlhetico Paranaense, clube que comandou até 2011. Sérgio também fez história em clubes além do cenário paulista, como o Ceará, que comandou de 2013 a 2014, sendo campeão cearense e da Copa dos Campeões, no seu segundo ano como treinador do clube. Também foi campeão estadual pelo Bahia, em 2015. 


Mesmo time, momentos diferentes

Para Sérgio Soares, mesmo sem título, o Santo André finalista em 2010 apresentou melhor futebol que o time de 2004. “Fez um campeonato magnífico. Qualifico esse Santo André, dos times que vi jogar, o que apresentou melhor futebol dentro do que vi o Santo André jogar, desde que cheguei ao clube, em 2001. E outras pessoas falam também que esse foi o melhor time da história do clube, até o momento”.

No entanto, o time de 2004 também tem seu peso. “Participar dessa conquista é imensurável. Não tem explicação de sentimento. A conquista da Copa do Brasil, a principal conquista de um clube como o Santo André, e você está inserido nesse processo, é algo grande demais. Você ganhar uma Copa do Brasil, contra um Flamengo favoritíssimo, no Maracanã lotado, é inexplicável. Logo na minha primeira experiência como comissão, foi algo que marcou muito dentro da minha carreira e algo significativo na história do clube”, diz Sérgio Soares ao tentar explicar o inexplicável. 


Nova casa em 2020

O treinador assumiu o comando da Ferroviária no início do ano, para a disputa do Paulistão 2020, que até a pausa por conta do coronavírus, disputava uma vaga no difícil grupo que conta com Corinthians, Red Bull Bragantino e Guarani.

Além do estadual, a equipe de Araraquara também disputa a Copa do Brasil, chegando pela primeira vez na história do clube na terceira fase da competição. Ao todo, neste ano, foram 13 jogos, com quatro vitórias, seis empates e três derrotas. Com estes resultados, o comandante se apresenta bastante satisfeito.

“Depois de 60 dias que aqui estou, fica muito claro o que a equipe apresenta nos jogos: um time que tem a bola, que agride o adversário, que não tem receio de jogar dentro ou fora de casa. Sempre buscando ser bastante ofensivo, mas bastante equilibrado. Mesmo com pouco tempo de trabalho, posso dizer que conseguimos implantar a nossa proposta de jogo na Ferroviária”, ressalta.

Campeão cearense e da Copa dos Campeões Cearenses em 2014 e campeão baiano em 2015, assim como todo o mundo do futebol, Sérgio Soares aguarda o retorno das atividades -paralisadas para minimizar os efeitos do Coronovírus- para que possa seguir com a temporada e as disputadas do Paulistão Sicredi 2020 e a Copa do Brasil. 

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