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Há 20 anos, Palmeiras pintava a América do Sul de verde

Confira a trajetória do título histórico, além de números da campanha
Postado em: 16/06/2019 às 22:35
Autor: Redação
Há 20 anos, Palmeiras pintava a América do Sul de verde
Jogadores campeões foram homenageados pelo Palmeiras no dia 13 de junho. Foto: Fabio Menotti/Ag Palmeiras

Se a taça Libertadores é obsessão, há 20 anos a torcida que canta e vibra celebrava o ponto máximo da história do Palmeiras desde a conquista da Taça Rio de 1951. Torneio que além do troféu mais cobiçado do continente trouxe ídolos aos torcedores palmeirenses teve a sua decisão disputada numa quarta-feira a noite, em 16 de junho de 1999, após confrontos históricos com alguns dos times mais fortes da época.

Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o time do Palestra Itália conseguiu o que as chamadas ‘Academias de Futebol’ não conseguiram em 1961 e 1968, quando ficaram com o vice-campeonato, com uma campanha bastante regular. Em 14 jogos foram sete vitórias, com cinco derrotas e dois empates. Marcado historicamente pela postura defensiva, o time de Felipão fez diferente dessa vez: foram 24 gols marcados e 18 sofridos.

Ganharam destaque na campanha novos ídolos como o goleiro Marcos, o lateral esquerdo Júnior, o meia Alex e o atacante Oséas, nomes já consagrados no futebol como o zagueiro Júnior Baiano, o lateral direito Arce e o atacante Paulo Nunes, além de velhos xodós da torcida como o zagueiro Cléber, o volante César Sampaio, o meia Zinho e o atacante Evair, presentes no fim da fila em 1993.

Bicampeão brasileiro, paulista e do Rio-SP em 1993 e 1994, campeão paulista em 1996 com um time arrasador e da Copa do Brasil em 1998, o Palmeiras daquela temporada tinha dois objetivos para fechar a década com chave de ouro: a conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes no final do ano. O primeiro objetivo foi concluído com emoção, suor e muito futebol.

 

A campanha

Integrante do Grupo 3, o alviverde enfrentaria os paraguaios Cerro Porteño e Olímpia, além do grande rival Corinthians, que fez com que os nervos estivessem à flor da pele desde o início. Logo na estreia, vitória palmeirense sobre os corintianos com gol de Arce, no estádio do Morumbi, que seria palco de duelos históricos entre as equipes na competição.

Na sequência, a equipe fez uma ‘excursão’ pelo Paraguai. No primeiro jogo Júnior Baiano (duas vezes), Cleber, Alex e Oséas, marcaram na vitória por 5 a 2 sobre o Cerro, fora de casa; enquanto Júnior Baiano (com mais dois gols) marcou na derrota para o Olímpia por 4 a 2. De volta ao Brasil, apenas empatou por 1 a 1 com o Olímpia (Paulo Nunes marcou) e ainda foi derrotado pelo Corinthians no jogo de volta dentro do grupo, por 2 a 1, com outro gol de Paulo Nunes.

Dessa maneira, a primeira grande decisão foi contra o Cerro Porteño, no lotado Palestra Itália. Outra vez Júnior Baiano e o lateral direito Arce marcaram na vitória por 2 a 1 que confirmou a classificação palmeirense na competição.

Pela frente nas oitavas de final, o atual campeão Vasco da Gama, fortíssimo ainda mais em São Januário. Na ida, em São Paulo, Oséas abriu o placar, mas os cariocas empataram por 1 a 1. Precisando de uma vitória improvável fora de casa, o time de Felipão marcou com Alex (duas vezes), Paulo Nunes e Arce para fazer 4 a 2 nos favoritos vascaínos.

 

Grandes jogos da história

Clássico centenário e das maiores rivalidades do Mundo, Corinthians e Palmeiras tiveram seu ponto alto da rivalidade nas Libertadores de 1999 e 2000. Nas quartas de final os arquirrivais fizeram dois grandes jogos que até hoje povoam as lembranças de torcedores e apaixonados por futebol em geral, transcendendo as camisas envolvidas nos confrontos.

Turbinados pela intensa disputa do título estadual –conquistado pelos alvinegros- os rivais fizeram jogos tensos. Na ida, Oséas e Rogério marcaram na vitória palmeirense por 2 a 0, enquanto na volta o Corinthians descontou o placar que precisava para levar a decisão aos pênaltis graças a mais uma boa atuação do goleiro Marcos, que havia assumido a titularidade recentemente. Nos pênaltis, o ídolo que viraria santo brilhou e o Palmeiras seguiu em busca do sonho.

 

Semi e finais no sofrimento

O grande obstáculo da semifinal seria o River Plate, da Argentina, campeão do torneio em 1996. Na ida, derrota no Monumental de Nuñez por 1 a 0. Na volta, Alex foi monumental ao comandar o time e reger a torcida no Palestra Itália. Em grande atuação, o meia marcou duas vezes na vitória por 3 a 0. Roque Júnior marcou o outro gol palmeirense.

Na decisão o adversário seria o Deportivo Cali, da Colômbia, que eliminara o Cerro Porteño. Mais sofrimento. Em solo colombiano, derrota por 1 a 0. Na volta o gol custava a sair e Evair marcou de pênalti, já aos 20 minutos do segundo tempo, abrindo o placar. Cinco minutos depois, Zapata empatava, garantindo a taça ao time colombiano. Mas Oséas, aos 31, marcou o gol que levou a decisão para os pênaltis.

Nela, o experiente Zinho errou o primeiro e o Palmeiras esteve em desvantagem até a quarta cobrança colombiana. Foi quando Bedoya bateu na trave e Euller converteu, colocando seu time em vantagem: 4 a 3. Zapata, algoz no tempo normal, se tornou ‘herói’ do título ao bater para fora e fazer explodir o lendário estádio Palestra Itália.


Ficha Técnica da Final:

Palmeiras 2x1 Deportivo Cali-COL
Data: 16 de junho de 1999;
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo;
Público: 32 mil pessoas;
Árbitro: Ubaldo Aquino (Paraguai);
Cartões amarelos: Alex, Júnior Baiano e Zinho do Palmeiras; Dudamel, Pérez, Zapata, Córdoba e Candelo do Deportivo Cali;
Cartões vermelhos: Evair do Palmeiras e Mosquera do Deportivo Cali;
Gols: Evair 20’, Zapata 24’ e Oséas 31’ do 2ºT;
Nos pênaltis: Júnior Baiano, Roque Júnior, Rogério e Júnior pelo Palmeiras; Dudamel, Gavíria e Yepez pelo Deportivo Cali;

Palmeiras: Marcos; Arce (Evair), Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério, Zinho e Alex (Euller); Paulo Nunes e Oséas.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Deportivo Cali: Dudamel; Pérez (Gavíria), Mosquera, Yépez e Bedoya; Zapata, Viveros, Betancourt e Candelo (Hurtado); Córdoba (Valencia) e Bonilla.
Técnico: José Hernández.


Números da campanha
14 jogos
7 vitórias
2 empates
5 derrotas
24 gols marcados
18 gols sofridos


Artilheiros

5 gols
Júnior Baiano

4 gols
Alex e Oséas

3 gols
Arce e Paulo Nunes

2 gols
Evair

1 gol
Cléber, Rogério e Roque Júnior


Quem jogou

14 jogos
Alex, Arce, Oséas. Paulo Nunes e Zinho

13 jogos
Galeano, Júnior Baiano e Rogério

12 jogos
Evair

11 jogos
César Sampaio, Cléber e Júnior

10 jogos
Marcos

9 jogos
Roque Júnior

7 jogos
Jackson

4 jogos
Euller e Velloso

3 jogos
Rubens Júnior

1 jogo
Agnaldo, Rivarola e Tiago Silva

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