Capoeira: Grupo Geração do Quilombo promove evento em Araraquara

Atividades começam com roda livre na praça Santa Cruz, nesta sexta-feira, às 19 horas

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Atividades começam com roda livre na praça Santa Cruz, nesta sexta-feira, às 19 horas
Imagem: Divulgação

A Associação de Capoeira Geração do Quilombo promove o evento 2º Vem Jogar Mais Eu, nesta sexta-feira e sábado. As atividades envolvem palestras e vivências com mestres renomados e batizado com troca de graduação de cerca de 50 crianças, jovens e adultos.

A programação do 2º Vem Jogar Mais eu começa com roda aberta de capoeira na Praça Santa Cruz, nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, sob o comando de mestre Nildão, presidente fundador do grupo, e contramestre Vadão, coordenador das atividades. A roda é aberta aos praticantes de capoeira que quiserem participar da atividade.

No sábado, a programação começa com as palestras “A Institucionalização da Capoeira”, com o mestre Cláudio, do grupo Ponto de “Cultura Arte Brasil, de Barretos, e “A raiz indígena da capoeira”, com o professor Pelicano, do grupo Muzenza, de Santa Gertrudes, das 9 às 12 horas, na Associação Amigos do Bairro do Selmi Dei (Rua Maria do Carmo Granato, 75, Selmi Dei Setor 5).

Na parte da tarde, os praticantes de capoeira participarão de vivências e práticas com o contramestre Alpino, do grupo Ginga Brasil, de São José do Rio Pardo, das 14 às 15 horas, e com o mestre Zezinho, do grupo Sol da Liberdade, de Araraquara, programada para as 15 horas.

A partir das 17 horas, o grupo Geração do Quilombo promove sua principal atividade – batizado e troca de cordas de mais de 50 alunos e graduados, dentre eles 35 crianças dos projetos sociais que o grupo realizada em diferentes espaços da cidade. Mestres, contramestres e professores do grupo promovem aulas gratuitas para crianças e adolescentes na Associação Ary Bombarda, na Vila Xavier, na Associação de Amigos do Bairro Selmi Dei e no quiosque do Parque São Paulo. As aulas gratuitas para crianças e jovens da periferia fazem parte da proposta social do grupo que vai além da formação cultural ou desportiva, e se propõe à formação de cidadania e a dar possibilidades a garotos e garotas que vivem em regiões de vulnerabilidade social. “É um trabalho que faço há muitos anos. Não podemos deixar nossos meninos e meninas nas ruas, disponíveis para as drogas, o tráfico e o crime em geral. A capoeira já salvou muitas vidas”, diz o mestre Nildão.

O evento ainda contará com a presença do mestre Jaguara, da Associação Cultural Capoeira Kwanza, de Cotia.