Treinador norte-americano ministra curso de natação em Araraquara

Atividade foi voltada para alunos de Educação Física da Uniara

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Atividade foi voltada para alunos de Educação Física da Uniara
Imagem: Uniara

A graduação de Educação Física da Universidade de Araraquara – Uniara promoveu, nos dias 11 e 12 de novembro, o curso “Técnicas Avançadas de Natação”, com o coach norte-americano Rick Powers. A atividade, dividida em três partes, teve a teoria ministrada na unidade I da instituição, e a prática, na piscina da Ferroviária.

Powers conta que, no primeiro momento, focou nos aspectos ténicos dos quatro estilos da natação e mostrou diversos vídeos para os participantes. “Conversamos sobre mudanças na modalidade nos últimos anos, e eu expliquei um pouco do passo a passo. Na segunda parte, o foco foi preparar o treinamento durante uma temporada e, por último, foi trabalhada na piscina a prática, com os alunos e nadadores”, detalha.

A grande mudança na natação, na opinião do treinador, foi o fato de ser transformada em uma modalidade profissional. “Na minha época, era um esporte totalmente amador, em que medalhas de participação eram distribuídas. Hoje, ganha-se dinheiro. Naquele tempo, o nadador parava com 18 ou 21 anos de idade, no máximo. Hoje em dia, continua até depois dos quarenta, já que é possível fazer disso uma profissão”, observa.

Essa profissionalização, segundo ele, permite ao atleta continuar treinando em uma idade em que se encontra fisicamente capaz de melhorar seu desempenho. “Antes, ele terminava a faculdade, precisava trabalhar e cuidar da família, e não conseguia treinar cinco ou seis horas por dia. As mudanças, portanto, melhoraram a natação. Por isso os atletas estão mais rápidos”, destaca.

Powers aconselha que todos devem aprender a nadar, “pela própria segurança ou para aproveitar uma praia, um lago ou um rio, por exemplo, sem se preocupar com afogamento”. No entanto, ele pensa que não se deve começar muito cedo no esporte. “Em relação a fazer um treinamento forte com crianças, já foi comprovado que a vida do atleta será muito curta. Faz-se muita pressão nelas, que dificilmente continuam gostando do esporte. A parte profissional só vai entrar por volta dos dezessete ou dezenove anos. Para chegar lá, é preciso ‘segurar’ o nadador, e nossa maneira de fazer isso é tentar fazer com que a atividade seja gostosa, algo que ele vá para a casa feliz, e não reclamando. É preciso tentar diminuir a pressão dos pais e deixá-lo aproveitar e fazer outros esportes também, e não fazer da natação um trabalho, ainda com pouca idade”, finaliza.