Conheça o novo técnico da seleção brasileira de vôlei

Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, Renan Dal Zotto terá a missão de comandar a equipe brasileira no próximo ciclo olímpico

Compartilhe

Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, Renan Dal Zotto terá a missão de comandar a equipe brasileira no próximo ciclo olímpico
Imagem: Marlon Falcão / Inovafoto / CBV

A seleção brasileira masculina de vôlei terá um novo comandante no próximo ciclo olímpico. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta quarta-feira (11), o gaúcho Renan Dal Zotto, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, como treinador da seleção brasileira masculina de vôlei até os Jogos de Tóquio, no Japão, em 2020. O vice-campeão olímpico substituirá o técnico Bernardinho, que deixará o comando do grupo brasileiro depois de 15 vitoriosos anos.

O novo treinador da seleção masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, comentou sobre a emoção de assumir o grupo brasileiro. "É um motivo de muito orgulho estar aqui hoje pela confiança depositada pelo presidente Toroca e pela CBV no meu nome. Estou há mais de 40 anos no vôlei e algumas vezes fui convocado pela CBV. Durante 13 anos como atleta vestindo a camisa da seleção brasileira. Depois, em 2001, para ajudar na transição do Bernardo do feminino para o masculino e nos dois últimos anos trabalhei como diretor de seleções e tive a oportunidade de conviver com dois dos maiores treinadores do mundo, o Bernardo e o Zé Roberto. Isso sempre me entusiasmou muito", disse Renan, que também falou da importância do treinador Bernardinho para o voleibol.

"Antes de pensar em aceitar o convite conversei com ele, que, além de ser um profissional de excelência máxima, é um amigo. Eu precisava da colaboração, do apoio e do parecer dele. E desde lá tento convencê-lo a continuar. O voleibol vem em um caminho muito bacana nas últimas décadas e não existe uma mudança de rota. Vamos tentar dar prosseguimento com grandes profissionais trabalhando e com uma grande estrutura por trás", explicou Renan.

O diretor de voleibol de quadra da CBV, Radamés Lattari, explicou a escolha pelo nome do vice-campeão olímpico Renan Dal Zotto. "O presidente Toroca queria um nome para dar continuidade ao trabalho do Bernardinho. Além disso, tinha que ser uma pessoa querida e respeitada pelo mundo do voleibol. Essa pessoa é o Renan. Ele conversou com o Bernardo e recebeu todo o apoio dele", explicou Radamés.

Radamés Lattari também comentou sobre a decisão do treinador Bernardinho de não continuar no comando da seleção brasileira. "Infelizmente as certezas que estávamos aguardando só passaram a acontecer de ontem à noite para hoje. O Toroca convidou antes mesmo dos Jogos tanto Zé Roberto quanto Bernardinho para continuar. Zé confirmou. Bernardinho pediu um tempo maior. Ele tinha uma enorme dificuldade de definir sua situação até que entre Natal e Ano Novo começou a decidir. Até que ele anunciou que não continuaria. Não existe uma trajetória no esporte tão vitoriosa quanto a do Bernardo", disse Radamés Lattari.

Perfil - Renan Dal Zotto

Renan Dal Zotto nasceu em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em 19 de julho de 1960. Esteve nas seleções do Brasil dos 16 aos 29 anos. Neste tempo representou o Brasil em três edições de Jogos Olímpicos, três Mundiais, três Pan-Americanos e dois Mundialitos. Criador do saque Viagem ao fundo do mar, foi um dos principais responsáveis pela popularização do voleibol no país, sendo um dos grandes nomes da chamada Geração de Prata, que foi vice-campeã dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

Na volta da Itália, em 1993, encerrou sua carreira como atleta e deu início a um novo momento, se tornando treinador do Palmeiras/Parmalat, por onde foi vice-campeão da Superliga masculina e do Campeonato Paulista. Depois de passagens pelo Frigorifico Chapecó, de Santa Catarina e Olympikus, do Rio de Janeiro, como técnico, e Unisul, novamente de Santa Catarina, como gerente, assumiu o comando do vitorioso time da Cimed, de Florianópolis (SC), com o qual foi quatro vezes campeão da Superliga e revelou nomes como Lucão e Bruninho. A última experiência como técnico foi pelo Sisley di Treviso, em 2008, quando foi campeão da Supercopa.

Sua relação com a CBV teve um início mais próximo em 2013, quando aceitou o convite para integrar o Comitê Gestor da Superliga. Em 2004, assumiu o cargo de Diretor de Marketing, onde ficou até 2015, quando passou a ser o Diretor de Seleções da CBV. Saiu desta função logo após a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.