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Conselho apura caso de bebê internado na UTI da Gota

Criança de 7 meses estava com o pai quando passou mal. Bebê se afogou com refluxo três dias antes
Postado em: 03/11/2017 às 16:14
Autor: Redação
Conselho apura caso de bebê internado na UTI da Gota
Maria Aparecida Alves da Silva, mãe da criança (Foto: Portal Morada)

Continua internada na UTI Neonatal da maternidade Gota de Leite, em Araraquara, em estado grave, uma criança de 7 meses que passou mal na manhã desta quinta-feira, dia 2, enquanto estava sendo cuidada pelo pai na casa da mãe, no bairro Romilda Barbieri.

A criança foi encaminhada a UPA – Unidade de Pronto Atendimento depois que o pai, de 46 anos, foi até uma vizinha pedir ajuda para socorrer o filho, que estava ficando roxo.

A criança foi levada a UPA por vizinhos e, logo, transferida para a Gota de Leite devido a gravidade.

O Conselho Tutelar foi acionado e um Boletim de Ocorrência (maus-tratos) foi registrado na Polícia Civil. Não há marcas de violência no corpo da criança.

 

Afogamento com refluxo

Em entrevista ao Jornal da Morada (AM/FM), na manhã desta sexta-feira (3), a mãe Marcela Aparecida Alves da Silva disse que o filho se engasgou com refluxo na segunda-feira. E, na tentativa de salvar o menino, ela sacudiu a criança e deu “tapinhas” nas costas dele. “Quando eu levantei de manhã ele estava bem. Tomou uma mamadeira e depois pedi para o pai bater nas cotinhas dele para dormir, mas ele estava sonolento já. Agora não sei o que aconteceu todo esse tempo com meu filho”, disse a mãe, chorando. O bebê foi socorrido horas após a mãe sair de casa.

Márcio Servino, conselheiro tutelar que acompanha o caso, disse que existe a suspeita de a criança ter sido vítima de “Shake Baby Syndrome ou Síndrome do Bebê Sacudido”. Termo utilizado para descrever ocorrências de traumas no corpo e na cabeça em crianças que foram sacudidas violentamente.

Normalmente, nestes casos, não há vestígios externos facilmente identificáveis e as consequências vão desde o déficit de aprendizado, paralisia, cegueira até o óbito da criança. A Polícia Civil deve investigar o caso. Veja abaixo entrevista com a mãe da criança.