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Defesa Civil registra 93 queimadas desde o mês de maio

Selmi Dei e Indaiá, na região norte de Araraquara, foram os bairros mais atingidos. Alta em relação ao ano passado é de 20%
Postado em: 30/07/2020 às 20:08
Autor: Redação
Defesa Civil registra 93 queimadas desde o mês de maio
Queimada cobre o céu na tarde da última segunda-feira (27), em Araraquara

Por conta do período de estiagem, as queimadas precisam ser evitadas nas zonas urbanas e rurais de Araraquara, já que os problemas respiratórios que elas provocam nas pessoas podem ser ainda mais graves com a pandemia.

O apelo e o alerta são da Defesa Civil, que junto com a Diretoria de Gestão Ambiental do Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgotos) e o setor de Postura da Prefeitura, são os órgãos responsáveis pelo combate e prevenção à prática criminosa de incêndios.

Segundo Luiz Del acqua, da Gerência da Defesa Civil de Araraquara, somente entre os meses de maio e julho deste ano foram registradas 93 ocorrências de incêndios no município.

Del acqua ressalta que os números registrados pelo Corpo de Bombeiros apontam para um aumento mais de 20% nas ocorrências este ano, em relação aos mesmos meses de maio e julho de 2019, quando foram registradas 75 ocorrências.

A zona norte de Araraquara tem registrado o maior número de queimadas, principalmente nas regiões dos Jardins Selmi Dei e Indaiá, embora elas tenham ocorrido também nos bairros Vale do Sol, Águas do Paiol e Jardim São Bento, a sudoeste da cidade.

Segundo Del acqua, denúncias feitas por moradores vizinhos podem ajudar o setor de Gestão Ambiental do Daae a autuar donos de imóveis mal cuidados. A denúncia pode ser feita no anonimato, através do telefone 0800-7701595.

 

Conscientização

Segundo o coordenador, a Defesa Civil trabalha ao longo do ano em ações de conscientização junto à população, para alertar sobre os riscos dos incêndios criminosos, além da implantação do Plano de Contingência - Operação Estiagem, no período de maio a setembro, que envolve vários órgãos públicos e a sociedade civil.

Desde o início do ano, as palestras nas escolas foram suspensas por causa do coronavírus, mas o órgão distribui panfletos e instalou outdoors pela cidade para reforçar o alerta, incluindo a zona rural e com números de telefones para denúncias.

As queimadas urbanas podem agravar a saúde de quem já sofre com crise asmática e bronquite, entre outras doenças respiratórias.

A fumaça das queimadas ainda provocam tosse seca, dores e ardências de garganta, cansaço e dores de cabeça, sintomas similares aos da Covid-19, o que pode sobrecarregar as unidades de saúde.

Para este período, a dica é pela ingestão de bastante líquido, especialmente água, instalação de aparelhos umidificadores em casa, ou o uso de toalhas molhadas e bacias com água nos quartos, principalmente no período noturno.