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“Condomínio dos Oitis é uma bomba-relógio”, diz conselheiro tutelar

Órgãos anunciam solução para controle do tráfico de drogas desde que o local foi inaugurado; Medidas não saíram do papel
Postado em: 06/08/2018 às 17:37
Autor: Luís Antonio
“Condomínio dos Oitis é uma bomba-relógio”, diz conselheiro tutelar

O Residencial dos Oitis, localizado na região sul de Araraquara, inaugurado em 2011, foi um dos primeiros conjuntos de moradia popular entregue naquele período por meio do programa Minha Casa Minha Vida. Posteriormente, ainda seriam entregues os novos bairros da região norte, como o São Rafael II, Vale Verde, Romilda Barbieri e outros, totalizando mais de 4 mil residências destinadas a população de baixa renda.

Entretanto, o projeto do Residencial foi o único vertical entregue pelas regras do programa habitacional. Desde a inauguração, convive com problemas de toda a ordem, sendo as questões relativas à segurança os mais graves.

Nos últimos 10 dias, foram duas pessoas mortas – uma deles em confronto com a polícia (leia abaixo). No local, onde o tráfico de drogas é comum, segundo relato de moradores, policiais são rotineiramente hostilizados.

 

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Após os dois casos recentes de violência, Márcio Willian Servino, conselheiro tutelar, publicou um desabafo pessoal em uma rede social para dizer que a situação do conjunto “é uma bomba relógio”.

Servino relata que o Conselho Tutelar já fez inúmeros atendimentos no local tratando sobre maus tratos contra crianças, uso de drogas por menores e evasão escolar. “A maior parte das pessoas que ali residem são tidas (SIC) como pessoas do bem que sofrem com a força do tráfico, uso de drogas por parte de alguns e outras vulnerabilidades”, disse.

Para o conselheiro tutelar, todos os órgãos são responsáveis pela situação e precisam elaborar um plano conjunto de ação, antes que outros casos graves sejam registrados. “Todos são responsáveis, [...]  tendo cada um a sua parcela (de responsabilidade). Havendo obviamente algumas autoridades e poderes instituídos com maior responsabilidade por sua omissão em não agir e intervir de maneira efetiva”. Servino encerra o desabafo com uma incômoda pergunta:  “Quantos mais terão que morrer para que algo seja feito”.