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Notificações de Transfobia crescem 128% em Araraquara

Município registrou 16 denúncias entre janeiro de dezembro de 2018   
Postado em: 29/01/2019 às 16:14
Autor: Redação

Relatório divulgado pela Assessoria Especial de Políticas LGBT da Prefeitura de Araraquara revela um aumento de 128% nos casos de transfobia registrados no município em 2018, em relação ao ano de 2017. No total, foram 16 denúncias no ano passado, contra 7 registradas no ano anterior. Os dados são de Boletins de Ocorrência e também do Centro de Referência LGBT.

De janeiro a dezembro de 2018 foram contabilizadas, no geral, 32 ocorrências de LGBTfobia em Araraquara, 14% a mais do que em 2017. Os registros de transfobia, portanto, representaram metade das denúncias recebidas pela Assessoria Especial no ano passado.

"Nós tivemos um disparo de notificações de transfobia no município. Isso é muito preocupante porque a população trans é a mais marginalizada. De toda a sigla LGBTQIA+, a população trans é aquela que tem seus direitos violados a todo o momento porque a expressão de gênero, a identidade de gênero dessa população chega primeiro nos espaços antes mesmo do que a própria pessoa", ressalta a assessora de Políticas LGBT da Prefeitura, Filipe Brunelli.

Entre as 32 ocorrências registradas em 2018, incluindo os 16 casos de transfobia, Araraquara contabilizou 8 casos de lesbofobia, 6 casos de homofobia e 2 de bifobia.

Foram 10 casos de agressões físicas, 18 casos de agressões verbais/morais, 1 tentativa de homicídio, 1 suicídio e 2 casos de estupros.

Todas as vítimas passaram por assessoramento do órgão municipal, a fim de serem feitos os encaminhamentos necessários para garantir o cumprimento da legislação e a proteção desses indivíduos.

"Vale destacar que, infelizmente, muitos casos não são notificados ou denunciados. Esses números representam somente os casos que chegam até a Assessoria Especial, porém muitas pessoas nem sequer acabam levando o caso adiante por medo de perder o emprego, de sofrer alguma retaliação em casa ou até mesmo por sofrer retaliação social", explica Filipe Brunelli.

Além dos atendimentos de violação de direitos, a Assessoria Especial também realiza atividades de conscientização e assessora a população LGBT nas áreas de saúde, assistência social e educação. Os atendimentos acontecem no Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+, localizado na Av. Espanha, 536, no Centro, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h. A Assessoria também conta com um telefone de plantão 24 horas para atender a população. O número do Disque LGBTfobia é o (16) 99751-3567.