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Presas cortam o cabelo para ajudar pacientes com câncer

Detentas da Penitenciária de Guariba doam mechas para confecção de perucas a atendidos do Hospital de Barretos
Postado em: 17/12/2019 às 16:51
Autor: Redação
Presas cortam o cabelo para ajudar pacientes com câncer
Profissionais de um salão de beleza de Guariba auxiliaram nos cortes e preparos para a doação

O visual de mulheres que enfrentam o câncer muda da noite para o dia com a queda de cabelos provocada pelo tratamento oncológico. Para resgatar a autoestima, o uso de perucas é uma das opções. O adereço, muitas vezes, acaba sendo inviável economicamente e atos de solidariedade podem fazer a diferença na vida das pacientes. Iniciativa adotada por 80 reeducandas da Penitenciária Feminina de Guariba, que deixaram a vaidade de lado e aceitaram cortar o cabelo e doar as mechas para o Hospital de Amor, em Barretos.

Trata-se do projeto "Mechas da Solidariedade", que começou com apenas duas detentas. A ação, contudo, sensibilizou outras presas e também os servidores da unidade prisional, que buscaram apoio de voluntários. Profissionais de um salão de beleza de Guariba, por exemplo, auxiliaram nos cortes e preparos para a doação, que ocorreu no dia 3 de dezembro.

60 mechas

Segundo a diretora da Penitenciária Feminina de Guariba, Juliana Preti Santiago, o ato solidário rendeu 60 mechas de cabelo. "A ideia é resgatar a autoestima ou mesmo a alegria de pessoas que enfrentam o câncer. Além disso, o projeto desperta nas reeducandas o sentimento de ajudar o próximo", destaca.

Ana Caroline Ventura é uma das reeducandas envolvidas na ação. Ela pontua que a doação de cabelos é um simples gesto de solidariedade, mas que pode fazer a diferença na vida das pacientes. "Vou doar de novo, assim que crescer", compromete-se.

"Estamos felizes em ajudar quem necessita. A gente se uniu por uma boa causa: a felicidade de uma criança, de um adolescente. Para mim, isso é gratificante", completa Denise Rosimeire Bueno.

Novas doações

A diretora da unidade explica que a proposta apresentada pelas idealizadoras do projeto foi levada às demais detentas por meio da diretoria do Centro de Reintegração e Atendimento à Saúde do presídio. "Envolveu aproximadamente 80 reclusas", comemora.

A ideia é manter a iniciativa e realizar novas doações. "Com o resultado, todas assumiram o compromisso de dar continuidade à ação, independentemente de estarem temporariamente confinadas por grades", finaliza Santiago.