Em artigo, deputada diz não à reforma da Previdência

Márcia Lia, deputada estadual, afirma que reforma é golpe nos trabalhadores. Leia artigo na íntegra

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Em artigo, deputada diz não à reforma da Previdência
Imagem: Márcia Lia, deputada estadual do PT

 

Não ao golpe na Previdência dos trabalhadores

Só o povo pode parar o rolo compressor colocado na pista para oprimir trabalhador e trabalhadora

 

A reforma à Previdência Social proposta pelo governo Temer segue o receituário do estado mínimo que vê na segregação social um caminho para auferir mais lucros àqueles poucos que jamais precisarão aposentar-se. A PEC 287 é um abuso de poucos sobre o direito da maioria.

Embutidos na falácia de salvar a Previdência estão interesses que colocam trabalhadores e trabalhadoras numa corrida de obstáculos quase intransponíveis: 49 anos de recolhimento ao INSS para o benefício integral; 65 anos de idade mínima para homens e mulheres; e 25 anos de contribuição mínima para receber benefício no valor de 76% da média arrecadada.

Exigências humanamente impossíveis de se cumprir. Coisa de quem não sabe o que é trabalho de sol a sol.

A reforma é excludente ao trabalhador e trabalhadora que mais precisa do estado como indutor do desenvolvimento. Estamos retrocedendo quase um século nos direitos trabalhistas.

Para as mulheres, da cidade e do campo, a situação é mais drástica, porque a jornada diária não se resume ao trabalho fora de casa. No lar, as tarefas lhe esperam todos os dias, sobrepondo esforço físico e intelectual, sem qualquer reconhecimento, compensação ou remuneração.  Às viúvas, a reforma proposta pretende reduzir pela metade as pensões pagas, acrescendo 10% por dependente com menos de 18 anos, que perde o benefício ao completar a maioridade.

O rolo compressor de Temer também acaba com diferenças necessárias de idade e de condições de trabalho, como nas aposentadorias das mulheres do campo. Estas perderão 10 anos de conquistas, essencialmente garantidas nos governos Lula e Dilma.

Acaba com a aposentadoria especial de professores, com 25 anos de contribuição, que chegará como um ingrediente a mais no desestímulo a essa profissão; como se já não bastasse situações como a de São Paulo que não valoriza e não dialoga com seus docentes, empurrando-os a outras profissões.

O desmonte da Previdência também afeta pessoas com deficiências, ao elevar em cinco anos o tempo mínimo de contribuição para aposentadoria por idade, passando de 15 para 20 anos. Dados do Movimento de Pessoas com Deficiência mostram que com 15 anos, estas se aposentam com 85% da média salarial. Com a reforma, passariam a se aposentar com 71%, contribuindo mais.

Reforma injusta, desumana, retrógrada e elitista.

O rol de maldades é inacreditável. Trabalhar e contribuir com a Previdência não darão garantias de aposentadoria.

Lutar contra esse absurdo é dever de todos. Meu mandato cumpre seu papel de dialogar e mostrar à classe trabalhadora os danos a que ela está sendo submetida.

É preciso reagir e organizar-se para pressionar os congressistas a não aprovarem essa enorme injustiça social. Só o povo pode parar o rolo compressor colocado na pista para oprimir trabalhador e trabalhadora. Manifeste-se.

 

Márcia Lia

Deputada estadual