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Em artigo, deputada petista defende “Diretas Já”

No texto, Márcia Lia defende que “o país precisa livrar-se do peso secular da corrupção”
Postado em: 19/05/2017 às 17:39
Autor: Redação
Em artigo, deputada petista defende “Diretas Já”
Márcia Lia, deputada eleita pelo PT no Estado de São Paulo

Após a divulgação das delações que incriminam o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, Márcia Lia, deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), publicou artigo pedindo “Diretas Já”. No texto, ela defende que “o país precisa livrar-se do peso secular da corrupção” e entende novas eleições como parte desse processo.
Leia na íntegra:
 
De novo, Diretas Já
Trinta e três anos depois das manifestações por eleições diretas o povo brasileiro protagoniza um novo Diretas Já, ocupando espontaneamente as ruas e as redes sociais um ano após o golpe institucional e midiático que derrubou o governo legítimo de Dilma Rousseff.

As gravações feitas por um empresário em conversas com Michel Temer e com Aécio Neves, protagonistas e artífices do golpe ao lado do preso, calado e ainda bem pago Eduardo Cunha, jogam uma pá de cal no discurso demagógico da direita, que chegou voraz para tomar direitos dos trabalhadores e vender os preciosos recursos nacionais.

As provas físicas, produzidas a partir de acordo de delação, derrubam moralmente personagens que conduziam reformas infames contra o povo trabalhador. Personagens dissimulados que não querem a reforma agrária, que não querem moradia para todos, que não querem educação e saúde pública de qualidade para todos.

Estas mesmas provas mostram o tamanho da desfaçatez de um senador da República (já afastado), que pede propina para pagar advogados para defendê-lo em SEIS processos na lava jato. Que fala em eliminar/matar o emissor que receberá o dinheiro, antes da delação. Um roteiro de cinema.

Não há mais como sustentar demagogias. O país precisa livrar-se do peso secular da corrupção, da política que cria a miséria e se nutre dela para manter-se no poder, esse mesmo poder que começa a sair pela porta dos fundos, pela tubulação de esgoto.

O país precisa de eleições diretas agora. As reformas essenciais precisam começar pela reforma política, pela reforma do judiciário, por uma reforma do estado – hoje pesado, denso e pouco eficaz -, uma reforma das comunicações sociais, em que a democracia seja fortalecida em processos de participação popular, de liberdade de expressão e de garantia de direitos e de deveres a todos.