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Ex-superintendente do Daae critica compra do Estrela

Cyro de Almeida Leite afirmou que departamento não precisa da área do antigo clube
Postado em: 18/07/2018 às 14:50
Autor: Luís Antonio
Ex-superintendente do Daae critica compra do Estrela
Foto: Arquivo Pessoal

A Câmara de Araraquara aprovou, na noite desta terça-feira (17), a venda da área do antigo Clube Estrela para o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae). Localizado na Avenida José Parisi, recebido em doação pela Prefeitura no ano de 2009, o local tem 16.247,60 m² de área, além de diversas construções, como quadras, mini campos, piscinas, salão de festas, barracão de campos de malha, bocha e bar; vestiários, reservatório de água, poço artesiano, prédio onde era a sede do Fundo Social de Solidariedade, casa do zelador e outros, totalizando 7 mil m². No laudo de avaliação estão descritas as estruturas de todas as edificações, junto com suas avaliações individuais. Somados os valores atribuídos ao terreno e edificações, o departamento terá que desembolsar R$ 6.791.098,37.

O projeto, encaminhado pelo Executivo, foi aprovado por 11 votos contra 6. A votação gerou divergências entre os parlamentares. Enquanto os favoráveis justificaram a venda do imóvel como necessária para a ampliação dos serviços da autarquia, aqueles que eram contrários declararam que o enceramento das atividades realizadas na área será uma perda para a população araraquarense.

Mesmo aprovada pelo Legislativo, a venda/compra da área ainda enfrenta resistência. Em uma rede social, o engenheiro Wellington Cyro de Almeida Leite, que exerceu a superintendência da autarquia eu duas ocasiões, em ambas as vezes nomeado pelo prefeito Edinho Silva (PT), criticou a compra e refutou o argumento usado pelo Executivo. “O Daae não precisa da área do Clube Estrela, tem área suficiente para desenvolver suas atividades administrativas”, disse Leite. Segundo ele, se fosse necessária a ampliação do espaço físico,  a autarquia poderia fazer uso de uma área que foi emprestada à CTA e não foi devolvida à autarquia. “O melhor e mais democrático a ser feito é, sem dúvidas, a realização de audiências públicas para discutirmos os interesses envolvidos de forma mais acurada”, declarou.

 

Votação divide bancadas

O projeto, que contou com o apoio de 11 vereadores, uniu partidos da base governista e dividiu bancadas de oposição ao atual governo. À favor da venda votaram os vereadores do Partido dos Trabalhadores (Paulo Landin, Toninho do Mel, Thainara Faria e Édio Lopes), Partido Progressista (Roger Mendes e Juliana Damus), ambos da base governista. A proposta também teve apoio de parte da bancada do MDB (Tenente Santana e Magal Verri), PPS (Zé Luiz), além do PSB e PRB (Lucas Grecco e Pastor Raimundo, respectivamente).

Os seis votos contrários à venda foram dos vereadores Porsani (PSDB), Elton Negrini (PSDB), Rafael De Angeli (PSDB), Edson Hel (PPS), Elias Chediek (MDB) e Gerson da Farmácia (MDB).

O Partido Popular Socialista (PPS), por exemplo, que possui dois representantes na Câmara de Araraquara, havia deliberado, no último sábado, dia 14, posição contrária a “quaisquer transações de imóveis de propriedade do município”. Por isso, o voto do vereador Zé Luiz desagradou a cúpula do partido na cidade, especialmente ao José Luiz Braguini, presidente da legenda em Araraquara.

O partido, no entanto, ainda não informou se tomará alguma medida contra o vereador. O MDB, que também se dividiu sobre o projeto, também não se pronunciou sobre o caso.