Após cobrança na Tribuna, vereadores defendem atual salário

José Eduardo, o Vermelho, usou a palavra na Tribuna Popular para defender a redução de custos na Câmara Municipal

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Após cobrança na Tribuna, vereadores defendem atual salário
Imagem: Vermelho usa a Tribuna e defende redução de custos (Foto: Chico Lourenço)
 
Na quinta sessão ordinária de 2017 da Câmara de Araraquara, realizada nesta terça-feira, dia 14, finalmente alguns vereadores falaram sobre a redução de custos na casa de Leis, após serem provocados pelo professor José Eduardo Oliveira, o Vermelho, que usou a Tribuna Popular para cobrar a redução salarial dos parlamentares. 
 
Mas nenhum vereador concordou com essa possibilidade e, todos que falaram, usaram um parecer técnico do IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal para defender os subsídios de R$ 8 mil mensais. 
 
Em sua explanação, Vermelho falou de números e defendeu a necessidade de reduzir custos na Câmara Municipal. “No ano passado essa Câmara gastou mais que algumas secretarias da Prefeitura, como por exemplo, Esportes e Cultura”, criticou.
 
O vereador José Carlos Porsani (PSDB) não concordou com Vermelho e saiu em defesa do atual subsídio. “Eu gostaria de conhecer os números apresentados pelo Vermelho. Como vocês sabem, estou aqui há muito tempo e não acho que a Câmara tenha gastos abusivos.”
 
Mas os parlamentares não convenceram José Eduardo “Vermelho”, militante do PSOL, que reforçou o movimento popular encabeçado por grupos organizados de Araraquara na semana passada. Centenas de assinaturas em apoio ao movimento, contrário ao salário dos vereadores de R$ 8 mil, foram coletadas. “E esse movimento não vai parar. Ele vai sair das ruas para dentro na Câmara, caso vocês [vereadores] não discutam o tema”, prometeu Vermelho. 
 
Edio Lopes (PT), que no ano passado votou contra o reajuste de R$ 6.500 para R$ 8.000 concordou que é preciso rever os custos da Administração Pública nos municípios, Estados e União. Mas usou parecer do IBAM para se posicionar contra o debate da redução salarial. Argumento compartilhado pelo presidente da Casa Jeferson Yashuda (PSDB).
 
“Em 2001 a Câmara tinha 21 vereadores e os gastos legislativos alcançaram R$ 3,1 milhões. No ano passado, apesar da economia que o Chediek [ex-presidente] fez, a Câmara de Araraquara gastou R$ 14,7 milhões. É um aumento das despesas muito acima do aumento de outros órgãos do governo. E muito acima da sua necessidade. E esse debate vai começar a tomar conta da sociedade brasileira”, ressaltou Vermelho.