agora, no ar:
...
...
  
agora, no ar:
...
...
  
agora, no ar:
...
...
Notícias
FALE COM A REDAÇÃO:

Urinar muito pode indicar aumento da próstata

Doença pode atingir 25% dos homens a partir dos 60 anos de idade
Postado em: 27/05/2019 às 10:04
Autor: Redação
Urinar muito pode indicar aumento da próstata

Os homens que costumam urinar muitas vezes ao longo do dia podem sofrer de hiperplasia prostática benigna (HPB), mais conhecida como aumento benigno da próstata. A doença pode atingir 25% dos homens a partir dos 60 anos.

A próstata aumentada ocorre principalmente em razão da idade, com o envelhecimento do homem. Quando essa glândula cresce, a uretra sofre uma pressão e o paciente passa a ter dificuldades para urinar. O HPB não é câncer e o aumento não representa risco para o surgimento do câncer de próstata.

De acordo com o urologista Joaquim Claro, além de alterar a frequência para urinar, os pacientes com HPB apresentam sintomas como jato fraco e fino, esvaziamento incompleto da bexiga e incapacidade para controlar a vontade de fazer xixi. Infecções com sangue na urina também são comuns para quem tem a próstata aumentada.

O especialista orienta que os homens procurem um urologista assim que sentirem alterações no jato ou na frequência para urinar. “Na consulta é realizado exame físico com questionário que vai classificar a gravidade de cada caso, com solicitação de exames complementares para diagnóstico e na sequência seguirmos com tratamento”, reforça.

Câncer de próstata

A realização dos exames rotineiros é indispensável, pois os cânceres de próstata costumam ter uma evolução silenciosa nos estágios iniciais. Somente em fases mais avançadas os sintomas ligados a esse tipo de tumor começam a aparecer, sendo eles aumento da frequência das micções, dificuldade para urinar, sangramento na urina ou até mesmo insuficiência renal, em casos mais pontuais.

“O diagnóstico precoce é fundamental, pois permite tratamentos menos agressivos e com altos índices de sucesso. Por isso, a indicação dos especialistas é que, a partir dos 50 anos, a realização de exames de rotina vire um compromisso para toda a população masculina”, explica o médico William Nahas.

Além da presença nos consultórios e observação de possíveis sintomas, alguns fatores de risco não devem ser ignorados. Homens que possuem histórico de câncer de próstata em familiares de primeiro grau (pai e irmãos), bem como aqueles que são de etnia negra devem redobrar os cuidados, por apresentarem maior propensão em desenvolver a doença de forma mais agressiva.

“Na maioria das consultas, o paciente só comparece ao hospital por insistência da família. Quando falamos de câncer de próstata, o preconceito com os exames de prevenção já diminuíram, mas ainda está longe do ideal. E a família pode ajudar nesse processo”, explica o médico Claudio Murta.

O aposentado Arnaldo Aparecido Saturnino conta que tinha preconceito com o exame, mas que percebeu que isso não era bom para sua saúde. “Ainda é um exame que às pessoas não entendem, mas conversando com o meu médico percebi que era um medo bobo e que poderia prejudicar a minha vida”, finaliza.