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Acusado de assediar estudantes se diz vítima de perseguição

 
Na semana passada, duas estudantes da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Araraquara registraram um boletim de ocorrência contra um ex-porteiro da moradia estudantil, localizada no Quitandinha, lugar onde as jovens residem. Na denúncia, o ex-funcionário, que também é ex-detento, é acusado de ameaça, vias de fato e perturbação da tranqüilidade por supostamente ter invadido a moradia e tentado agarrá-las.
 
O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Nesta quarta-feira (16), após falar com exclusividade à reportagem do Portal Morada, o suspeito se apresentou à Polícia Civil e, em depoimento, se defendeu das acusações.
 
 À reportagem, ele afirma que a acusação é decorrente de um desentendimento com as estudantes ocorrido quando ele ainda trabalhava na moradia (veja abaixo).  

A reportagem completa sobre o caso você confere no programa Painel Paulista desta quarta-feira, a partir das 19 horas, na TV Cultura Paulista (canal 31 UHF/ 12 pela NET).

Direção da Universidade

Em nota divulgada na semana passada, os professores Arnaldo Cortina e Cláudio César de Paiva, diretor e vice diretor, respectivamente, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Araraquara, afirmam que todas as medidas foram tomadas com o intuito de proteger as estudantes e apurar o ocorrido.

O caso, segundo a nota, chegou à diretoria da universidade no dia 14 de outubro, quando uma aluna do curso de Ciências Sociais foi abordada pelo porteiro da moradia que foi violento com ela, dirigindo-lhe insultos. “Nesse mesmo dia, a aluna e sua colega de quarto, que presenciou o ocorrido, dirigiram-se à diretoria da unidade para relatar o fato e pedir providências. Imediatamente a direção solicitou ao diretor de serviços da faculdade, o Sr. Bento Bonavina, que tomasse as providências devidas. Ele relatou o fato a Falchi Serviços, empresa terceirizada que cuida da portaria da moradia e, nesse mesmo dia, o preposto da empresa comunicou ao porteiro que ele estava dispensado do serviço e que deveria se dirigir ao escritório da empresa”.

No último dia 17 de outubro, a aluna registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher de Araraquara, em que relatou comportamento de assédio sexual desse mesmo porteiro, ocorrido há já um ano, e o fato que aconteceu no dia 14.

No dia 7/11, praticamente um mês após ter sido afastado da moradia pela Falchi, o mesmo porteiro teria entrado  na moradia com o uniforme da empresa alegando que iria recolher o livro de ocorrências para levar ao escritório da empresa. “Como o novo porteiro não sabia do fato ocorrido em 14/10, permitiu a entrada do ex-porteiro. Nesse momento, ele aproveitou que estava lá dentro, dirigiu-se à casa da aluna que havia registrado boletim de ocorrência contra ele para fazer-lhe ameaça. Como ela foi defendida por sua colega de quarto, a ameaça foi extensiva às duas”, afirma o texto.

Novamente a direção da faculdade entrou em contato imediatamente com o diretor de serviços e o responsável pela empresa para pedir explicações. Em seguida, solicitou que as alunas registrassem Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia para que o fato pudesse ser investigado pela polícia do município e para que a instituição pudesse tomar as devidas providências com o apoio do jurídico da Unesp.

“Por fim, é preciso dizer que a direção da FCL lamenta profundamente o fato ocorrido, pois se trata de um acontecimento completamente inesperado, indesejado e absurdo dentro das dependências de nossa instituição”, completa o texto.