A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) pode instaurar uam CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a fosfoetanolamina, também chamada de pílula do câncer. A substância teria efeitos positivos no combate à doença.
A Comissão quer analisar a demora do Poder Público em realizar pesquisas para a liberação da substância fosfoetanolamina, produzida pelo professor da USP de São Carlos, Gilberto Orivaldo Chierice.
Neste momento, há um intenso debate entre opiniões que contestam a eficácia terapêutica da substância e, de outro lado, centenas de pacientes e familiares que relatam sucesso da fosfoetanolamina no combate ao câncer.
“As pessoas estão se agarrando a essa esperança. A justiça está sendo demandada para autorizar o uso individualmente da fosfoetanolamina. Temos que provocar os órgãos de Saúde a dirigir sua atenção à substância e nos dizer algo sobre sua real eficácia”, ponderou Roberto Massafera (PSDB), que assinou o requerimento.
Gilberto Chierice estou a substância por mais de duas décadas. Ele afirma que tanto órgãos estaduais quanto federais não tiveram interesse em apoiar a continuidade dos estudos para obter a regulamentação da fosfoetanolamina junto a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A CPI tem a missão de investigar as causas dessa demora de mais de 20 anos, e tentar encontrar soluções para remover esses obstáculos frente ao avanço das pesquisas. Hoje, o uso da substância só é permitido com autorização judicial.
O requerimento para instalação da CPI é de autoria do deputado estadual Rafael Silva. “A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo não pode se calar frente a este clima de desespero das famílias que buscam a substância fosfoetanolamina sintética, que mantêm a chama da esperança de viver acesa”, justificou o parlamentar.