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Confira os fatos que marcaram o esporte brasileiro em 2016

Jogos, Tite, Palmeiras e acidente com Chape marcam esporte no Brasil

O ano de 2016 foi intenso para o universo esportivo no mundo, talvez mais ainda no Brasil, que pela primeira vez sediou uma edição dos Jogos Olímpicos. Para a mídia, o evento começou muito antes de os atletas desembarcarem no Brasil, devido aos diversos problemas envolvendo fatores como a qualidade das águas que receberiam esportes náuticos no Rio de Janeiro e a situação em parte precária da Vila Olímpica, a casa dos atletas ao longo do torneio.

Para o esporte brasileiro, a Rio-2016 representou a melhor Olimpíada da história diante das 19 medalhas conquistadas, das quais sete de ouro, seis de prata e outras seis de bronze. Ainda assim, com a 13ª colocação no ranking geral, o Time Brasil não alcançou a meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, de ficar entre os dez melhores.

Alguns dos destaques tupiniquins foram o canoista Isaquias Queiroz, que levou duas pratas e um bronze, o saltador Thiago Braz, ouro no salto com varas, e as conquistas do futebol e do vôlei masculino.

Depois dos Jogos Olímpicos, foi a vez dos paratletas brasileiros darem ainda mais orgulho à nação. Foi a edição com maior número de competidores do Brasil na história, 279, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O país também prestigiou o evento, que registrou o maior número de espectadores dos jogos para deficientes físicos.

Prêmio Puskas

Aos 27 anos, Wendell Lira foi nomeado pela Fifa ao prêmio Puskas da temporada 2015/2016, com o gol marcado na vitória de seu time, o Goianésia, contra o Atlético Goianiense em março do ano passado. O brasileiro acabou levando o prêmio de gol mais bonito do ano. Hoje, Wendell não joga mais futebol. O atleta decidiu largar a carreira para investir em um dom que descobriu na época da premiação: futebol virtual. Ele venceu o então campeão do mundial de videogames da Fifa.

Bola de Ouro

Neymar (Barcelona/ESP) foi indicado ao prêmio de melhor jogador da temporada 2015/16, mas ficou em terceiro, atrás de Lionel Messi (Barcelona/ESP) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid/ESP). Messi foi o vencedor, recebendo a láurea pela quinta vez.

Brasil brilha no surfe

Adriano de Souza, o Mineirinho, venceu o também brasileiro e então campeão mundial de surf, Gabriel Medina, na etapa final do Mundial de Surf, ocorrido em Pipeline. Ali, Mineirinho também se tornou o primeiro brasileiro a vencer essa etapa. Foi o segundo título consecutivo da geração apelidada de Brazilian Storm (tempestade brasileira, em inglês).

Reviravolta no MMA

Foram 11 as disputas de cinturão na maior competição de Artes Marciais Mistas (MMA) em 2016. E, nelas, apenas quatro atletas mantiveram seus títulos. T.J. Dillashaw (peso galo), Holly Holm (peso galo feminino), Fabrício Werdum (peso pesado), Lucke Rockhold (peso médio), Rafael dos Anjos (peso leve), Miesha Tate (peso galo feminino) e Robbie Lawler (peso meio-médio) perderam seus cinturões este ano.

Portugal vence a Euro

Um dos candidatos a melhor jogador do mundo na temporada, Cristiano Ronaldo foi campeão pela primeira vez com a seleção de Portugal. A conquista foi na Eurocopa disputada em junho/julho deste ano, na França. A final foi contra os anfitriões do torneio. A trajetória de Portugal na primeira fase da competição foi duvidosa. A equipe empatou todos os três jogos disputados. Porém, ganhou nas oitavas, da Croácia, levou a melhor na disputa de pênaltis contra a Polônia, nas quartas, venceu o País de Gales na semifinal. Na final, saiu vitoriosa graças a um gol do jovem Eder, na prorrogação.

Tite na Seleção

Outro momento marcante do esporte brasileiro em 2016 envolveu a seleção de futebol, que, até junho, tinha o combalido Dunga no comando técnico. Criticado ao extremo, ele não resistiu à eliminação precoce na Copa América Centenário e foi demitido, deixando a equipe nacional na sexta posição das Eliminatórias para a Copa do 2018.

Assumiu Tite, que, superando até a mais otimista das expectativas, venceu todos os seis jogos que disputou nas Eliminatórias, deixando a seleção na liderança e voltando a conquistar o apoio do torcedor brasileiro.

Fórmula 1

Em uma temporada disputada até as últimas estapas, o piloto alemão Nico Rosberg bateu o companheiro de equipe na Mercedez Benz, o inglês Lewis Hamilton, e sagrou-se campeão da Fórmula 1 de 2016. Após receber o troféu, em dezembro, Rosberg fez um pronunciamento que pegou de surpresa alguns de seus fãs: o piloto vai “pendurar o capacete” na próxima temporada.

Palmeiras campeão

Ao ser eliminado com o Palmeiras pelo arquirrival Santos, nas semifinais do Campeonato Paulista, o técnico Cuca destacou, em uma coletiva de imprensa, que a garra dos jogadores palmeirenses seria o diferencial para a equipe no Campeonato Brasileiro. “Vamos ser campeões”, ele disse. E foi feita a profecia. O Verdão contabilizou 80 pontos, com 24 vitórias e apenas seis derrotas, um ponto a menos que o recorde histórico do Corinthians do ano passado, que levou a taça com 81 pontos. Donos do melhor ataque da competição, com 62 gols, além da melhor defesa, com 32 gols sofridos, o Palmeiras saiu de um jejum de 22 anos sem conquistar o Brasileirão.

Tragédia com a Chapecoense

Nem só de notícias boas viveu o esporte brasileiro em 2016. No dia 29 de novembro, um avião da companhia aérea LaMia caiu, matando 71 pessoas – entre eles jogadores do time catarinense da Chapecoense, repórteres brasileiros e membros da tripulação. O mundo todo entrou de luto e se emocionou com o Brasil. Entre os seis sobreviventes está o lateral Alan Ruschel, que prometeu voltar a jogar e ajudar a reerguer o time.

Inter na Série B

Este ano se encerrou com uma dos momentos mais difíceis da história do Internacional: o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Os colorados ficaram em 17º, primeira posição dentro do Z4, somando apenas 43 pontos. Foram 17 derrotas contra 11 vitórias, e um saldo de seis gols negativos. A tristeza do rebaixamento virou polêmica quando um dos cartolas do clube, Fernando Carvalho, disse que “o Internacional vive uma tragédia particular”, ao rebater a decisão da CBF de adiar os jogos da última rodada por uma semana, em respeito às vítimas do acidente da Chapecoense.

Copa do Brasil

Talvez o time que tenha vivido mais ‘alegrias’ em 2016 foi o Grêmio. Depois de ver o rival Internacional ser rebaixado da Série A pela primeira vez na história, a equipe porto-alegrense foi campeã da Copa do Brasil. Vencer o Atlético Mineiro dentro do Mineirão por 3 a 1 foi a cobertura do bolo do ano para o Grêmio, que só precisou levar a festa da entrega da taça para o seu estádio, na primeira quarta-feira de dezembro (7).

 

 

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