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Partido destitui diretório e prefeito pode ficar sem legenda para concorrer à reeleição

Gustavo Martins Piccolo, prefeito de Gavião Peixoto, classificou medida como “sórdida, rasteira e covarde”

 

O prefeito de Gavião Peixoto, Gustavo Martins Piccolo, um dos mais jovens prefeitos eleitos em 2012 no estado de São Paulo, deverá ficar sem legenda para disputar a reeleição em outubro deste ano. Isso porque uma interferência do diretório estadual do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), no qual Piccolo é filiado, destituiu a executiva anterior e nomeou uma nova diretoria partidária para conduzir a legenda no processo eleitoral. A nova composição é formada por desafetos políticos do prefeito, o que poderá dificultar a aprovação do seu nome para concorrer novamente ao cargo. 

Pelas redes sociais, Gustavo Píccolo classificou a mudança como “atitude sórdida, rasteira e covarde”. “Fundamos o PHS em Gavião Peixoto e o mantivemos sempre em ordem quanto a todos os aspectos burocráticos. Com ele fomos eleitos nas urnas, instrumento fundamental nos regimes democráticos. E é este direito que nos retiraram”, declarou o prefeito.

Segundo Piccolo, tal medida tem como objetivo impedir que sua candidatura à reeleição. “Trata-se de verdadeiro assalto à democracia. Perder e ganhar é do jogo, já impedir o adversário de competir não; é deslealdade. É marca do desespero daqueles que temem as urnas. Lutaremos até o final para recuperarmos o direito que nos foi tomado de maneira sórdida”, desabafou.

De acordo com informações da página oficial do PHS na internet, o partido possui apenas 17 prefeitos dentre o 5 561, dos quais apenas um no estado de São Paulo – justamente a Prefeitura de Gavião Peixoto. O novo presidente da legenda no município, Nereu Kuntz Fornari, disse que o partido ainda não se reuniu para discutir a situação do prefeito, o que será feito nos próximos dias.

 

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