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Três anos depois, Polícia prende incendiário de Boa Esperança do Sul

Suspeito confessou ter ateado fogo em cerca de 20 veículos em três anos. Polícia descarta motivação política nesses casos

 

Após quase três anos investigações, a Polícia Civil de Boa Esperança do Sul revelou a identidade do responsável pela série de veículos incendiados desde o segundo semestre de 2013. Segundo a Polícia, Ronaldo Batista da Silva, conhecido como “Motoqueiro”, ateou fogo em cerca de 20 carros na cidade ao longo desse período.

Segundo Ricardo Farah, delegado responsável pelo caso, o depoimento de duas testemunhas e algumas imagens obtidas pelos investigadores ajudaram a polícia a descobrir a identidade do suspeito.  “Recebemos informações anônimas e passamos a monitorar o indivíduo. Depois de alguns meses de investigações, ele se mudou para  Rincão, o que dificultou o trabalho.  Quando ele voltou para Boa Esperança do Sul, nós nos preparamos para surpreendê-lo”, explica o delegado.

Ouvido pela Polícia, ele confessou a prática de vinte incêndios de veículos. Os alvos eram escolhidos aleatoriamente. “Desde que os casos começaram a acontecer, havia muitas suspeitas de que os crimes tinham conotação política, mas isso, pelo menos na ação desse rapaz, não se comprovou”, completa o delegado.

Os crimes atribuídos a Ronaldo Batista da Silva, no entanto, não incluem casos de grande repercussão, como o atentado contra a Câmara Municipal, no ano passado, nem as bombas lançadas contra a residência de uma vereadora. “Os incêndios começaram em setembro de 2013, quando um dos alvos foi o carro do padre local. Ele também não assumiu a autoria desse crime”, completa Farah.

Sobre esses casos, o delegado afirma que as investigações devem continuar.

 

Motivações

O delegado afirma que as motivações do autor ainda não foram completamente esclarecidas. A suspeita é que ele integrava uma quadrilha especializada em tráfico de drogas e que incendiava os veículos para desviar a atenção da polícia. “A motivação sempre ficou obscura. Ele afirma que não foi motivado por questões políticas, apenas um dos veículos era de um desafeto, os outros foram escolhidos aleatoriamente. Ele era réu em um processo de tráfico e tinha outros 26 comparsas, foi uma quadrilha que prendemos em 2013 cujo  processo está em fase de julgamento. Esse grande número de indivíduos foi colocado na rua e coincidiu com o número de incêndios. Imaginávamos que seria pra atrapalhar investigações do tráfico.”

Na tarde desta quarta-feira (6), foi decretada a prisão preventiva do suspeito.  Ele foi preso e encaminhado a cadeia pública de São Carlos.

 

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