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Araraquara inicia desassoreamento da Represa de Captação

Obra custará cerca de R$ 1,4 milhão. Previsão é que a retirada de areia seja concluída em 90 dias

 

Com a estimativa da retirada de 25 mil metros cúbicos de detritos, areia e lixo, o equivalente a quantidade transportada por quase 4,2 mil caminhões basculantes, Araraquara iniciou essa semana a montagem dos equipamentos para o desassoreamento da represa do ribeirão das Cruzes, que integra a Captação de Água.

Trata-se do maior trabalho já realizado no local em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A obra custará R$ 1.460 milhão e a parte operacional deve começar na próxima segunda-feira (5). A retirada da areia deve levar até três meses. O processo do desassoreamento inclui primeiramente a retirada da vegetação e, em seguida, a draga sugará a areia e depositará em um taque próprio. Lá, ela será secada e destinada a outros locais. A represa tem 30 mil metros quadrados de lâmina de água, segundo registros de 1990. Atualmente, esse percentual é de 30%.

Após a conclusão dos trabalhos, a água poderá ser vista na superfície em todo o espaço, sendo que na área mais próxima da bomba deve chegar a quatro metros de profundidade seguindo uma rampa no fundo com cerca de um metro.

O coordenador executivo de operações do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae), Salvador Luiz Spoto, afirma que nunca houve um desassoreamento deste tipo na Captação de Água. “O que houve, há um tempo, é que uma empresa começou a usar uma draga para coletar a areia e vender comercialmente, mas depois desistiu. Antigamente, tínhamos outra draga com lança, mas ela só retirava o material das laterais. Com isso, o meio foi acumulando”, diz Spoto.

O coordenador explica que a represa da captação segue ativa para a retirada da água. De lá, saem 200 litros por segundo e, juntamente com as represas de Anhumas e Águas do Paiol, representam até 30% do abastecimento da cidade. O restante vem dos poços  subterrâneos. 

 

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