InícioCidadesCidadeEx-secretário de Lapena aponta interferência política na sua gestão

Ex-secretário de Lapena aponta interferência política na sua gestão

Coronel Adalberto conduziu as secretarias de Segurança e Mobilidade Urbana desde início da gestão Dr. Lapena.

Coronel Adalberto José Ferreira, ex-secretário de Segurança e Mobilidade Urbana da Prefeitura de Araraquara, disse em entrevista ao Jornal da Morada desta segunda-feira, dia 5, vários fatores pesaram para a sua saída do governo, mas ressaltou que a interferência política foi determinante. E citou vereadores do partido Progressistas – João Clemente e Marcelinho, como peças fundamentais nessa articulação.

Adalberto disse que o vereador Marcelinho sempre foi mais incisivo nos posicionamentos, chegando a ameaçar votar contra projetos do Executivo, caso seus encaminhamentos não fossem atendidos pelas pastas. E, ressaltou também, falta de apoio do Progressistas nas suas secretarias. “Mudei do PL para o PP e hoje entendo que foi um erro”, disse o ex-secretário.

O Coronel Robson Douglas, da reserva da Polícia Militar, assume as duas secretarias a partir de terça-feira, dia 6.

Veja abaixo um trecho da entrevista do Coronel Adalberto ao Jornal da Morada.

Veja abaixo a entrevista completa com o Coronel Adalberto.

Entrevista exclusiva com Coronel Adalberto no Jornal da Morada

NOTA DO PROGRESSISTAS

O Progressistas de Araraquara divulgou nota rebatendo declarações do ex-secretário Coronel Adalberto e negou qualquer responsabilidade por sua exoneração. O partido afirma que “atua com diálogo, participação democrática e que indicações no governo seguem a normalidade institucional.” Classifica como infundadas as acusações de omissão ou de votar contra interesses da população.

Sobre o vereador Marcelinho, diz que ele é de primeiro mandato, foi orientado e que eventuais excessos foram tratados internamente. O Progressistas nega falta de apoio parlamentar e explica que uma emenda de R$ 1 milhão à GCM foi adiada por instabilidade institucional. Destaca ainda o compromisso futuro de envio de uma viatura em 2026.

O partido afirma que “tentou pacificar a crise e não teve influência na escolha do novo secretário.” Segundo a nota, a exoneração ocorreu por decisão do Executivo após relatório parcial da CEI.

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