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Júri condena bombeiro civil por lesão corporal seguida de morte no caso Fabinho Cross (vídeo)

Réu recebeu pena de 5 anos e 10 meses em regime semiaberto; outros quatro acusados ainda serão julgados por homicídio qualificado

O Tribunal do Júri de Araraquara condenou, nesta terça-feira (3), o bombeiro civil Agnaldo Francisco Rodrigues, de 51 anos, a 5 anos e 10 meses de prisão pelo crime de lesão corporal seguida de morte. A vítima foi o empresário Fábio Luis Alves Gaspar, de 41 anos, conhecido como Fabinho Cross.

Por decisão unânime dos jurados, o crime foi desclassificado de homicídio para lesão corporal seguida de morte. A pena deverá ser cumprida em regime semiaberto, e o réu poderá recorrer da sentença em liberdade.

O julgamento do bombeiro civil inaugura a fase de julgamentos de um dos casos criminais de maior repercussão recente em Araraquara. Veja o vídeo das agressões abaixo.

Além de Agnaldo, ainda respondem ao processo o gerente da casa noturna Almanaque, André Corrêa Macieira, conhecido como Deko, os seguranças Danilo Henrique Rocha Valarani e Adryan Antony Rodrigues Vidal, e o cliente Eduardo Carrascosa Franco Machado. Para esses quatro acusados, a acusação mantém a imputação de homicídio qualificado. As datas dos julgamentos ainda não foram definidas.

O crime

O crime ocorreu na madrugada de 1º de setembro de 2024, na casa noturna Almanaque, no Centro de Araraquara, que permanece fechada desde então. Segundo a investigação, a confusão começou após Fabinho Cross quebrar uma garrafa de bebida e, conforme relatos, se recusar a pagar. Ele foi retirado da pista, contido por seguranças, levado a uma área reservada e imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão”.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou asfixia mecânica por estrangulamento como causa da morte. Por determinação do Superior Tribunal de Justiça, todos os réus respondem ao processo em liberdade.

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