InícioNotíciasGeralPrefeitos cobram menos entraves para terceirização da saúde

Prefeitos cobram menos entraves para terceirização da saúde

Assunto foi debatido em reunião da Aprec, em Araraquara. Associação prepara uma ação conjunta sobre o tema

 

Araraquara sediou, na última sexta-feira (6), mais uma reunião da Associação dos Prefeitos da Região Central do Estado de São Paulo (Aprec). O encontro teve como objetivo discutir e propor soluções a fim de equacionar a dificuldade que os municípios enfrentam para a contratação de médicos para as maternidades, unidades básicas e urgências e emergências.

Sob a alegação de que os concursos públicos não têm atraído número suficiente de médicos para preencher todas as vagas necessárias para o atendimento à população, a alternativa que os municípios têm encontrado é a contratação de Organizações Sociais para complementação de quadro profissional, como autoriza a legislação.

Todos os prefeitos presentes comentaram a dificuldade de contratar médicos por meio de concurso público ou processo seletivo, o que acaba dificultando a formação do quadro completo de profissionais em unidades da rede de Saúde dos municípios e prejudicando o atendimento e assistência à população.

O prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri (PMDB), presidente da Aprec, relatou os casos que envolvem a Maternidade Gota de Leite e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central em Araraquara. Ambas têm atuação de Organização Social (OS) para complementação de médicos, seguindo rigorosamente a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema, mas sofrem ações propostas pelo Ministério Público do Trabalho.

“O atendimento na Gota de Leite tem aprovação de mais de 90% da população, todo quadro de funcionários é de concursados, entretanto, precisamos da complementação médica, especialmente em razão da UTI neonatal. Na UPA Central também conseguimos melhorar o atendimento à população, mantendo a escala completa de médicos, graças a entrada da OS com a complementação. Hoje o número de reclamações diminuiu drasticamente e a aprovação já chega a 77%”, explicou o prefeito.

O diretor técnico da Diretoria Regional de Saúde (DRS 3), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, Antonio Martins, pontuou seu posicionamento sobre o assunto.

“É um absurdo o assédio contra as OSs que existem há mais 30 anos e atendem os municípios do Estado, inclusive 67 unidades do Ambulatório Médico de Especialidades (AME)”, observou Martins.

O município de Américo Brasiliense também enfrenta problemas com a contratação da OS. A Prefeitura ainda não foi notificada, mas procura uma solução para o impedimento da terceirização dos serviços médicos, já que uma liminar concedida pela Justiça diz que os médicos da OS só podem atender por meio da CLT, o que inviabilizaria o oferecimento do serviço, explicou a prefeita de Américo, Cleide Berti.

“Precisamos expor os problemas da rede municipal de Saúde, que sem a contratação de cooperativas ou organizações ou do profissional liberal é praticamente inviabilizado o atendimento à população”, comentou o prefeito Dudu Bolito, de Rincão.

Ao final da reunião, os prefeitos da Aprec deliberaram sobre uma ação conjunta visando garantir a assistência em saúde à população.

Também participaram da reunião os prefeitos Alessandro Magno (Ibaté), José Francisco Dumont (Matão), Celso Teixeira Assumpção Neto (Motuca), e representantes das prefeituras de Nova Europa, Ribeirão Bonito e Itirapina. Também acompanharam o secretário de Administração e Negócios Jurídicos Delorges Mano e a presidente do Fundo Social, Zi Barbieri.

 

Sair da versão mobile