Moradores de Boa Esperança do Sul realizaram um protesto no domingo (1º) para pedir justiça por Maria Aparecida Siqueira, a Cida, que morreu seis dias após ser agredida ao tentar intervir em uma briga de casal. O ato também cobrou a implantação de uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) no município.
A manifestação começou no enterro da vítima, no Cemitério Municipal, percorreu ruas da cidade e terminou em frente à casa de Cida. Os participantes usaram camisetas e cartazes brancos com manchas vermelhas, simbolizando o sangue, e frases como “não é um caso isolado, é um sistema” e “não era estatística, era uma mulher”.
Durante o protesto, moradores relataram medo, sensação de desamparo e insatisfação com a falta de estrutura para acolher mulheres vítimas de violência doméstica. A cobrança por uma DDM ganhou força diante da comoção causada pelo caso.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), mulheres podem procurar atendimento em qualquer delegacia da cidade. A pasta informou ainda que a região de Araraquara conta com sala de defesa da mulher no plantão policial e com o aplicativo “SP Mulher Segura” para registro de ocorrências online.
O caso ocorreu em uma residência na Rua Victório Govoni. Durante uma discussão, um homem agrediu a companheira e, ao tentar intervir, a vizinha Cida foi atingida com um soco, caiu e bateu a cabeça. Ela foi socorrida, transferida para Araraquara, mas não resistiu.
Inicialmente tratado como tentativa de feminicídio, o caso foi reclassificado como feminicídio após a morte da vítima. A Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra o agressor, que segue foragido.

