A Liga de Basquete Feminino (LBF) inicia a temporada 2026 reunindo algumas das principais equipes do basquete feminino nacional e reforçando o crescimento da modalidade no país. A competição, considerada o campeonato brasileiro da categoria, conta com dez times e começou no último domingo, dia 8 de março, data simbólica que celebra o Dia Internacional da Mulher e destaca o protagonismo das atletas no esporte.
Entre os favoritos ao título está o Sesi Araraquara, que chega à nova edição da liga com um feito histórico: o tricampeonato consecutivo conquistado nas últimas três temporadas. Sob o comando do técnico Fábio Appolinário, a equipe araraquarense inicia mais uma campanha com a responsabilidade de manter o alto nível competitivo e seguir como uma das principais forças do basquete feminino brasileiro.
A estreia da equipe acontece nesta sexta-feira (13), às 19h30, contra o Maringá no Ginásio Arcom, em Maringá-PR, com transmissão ao vivo pelo portal Uol. A seguir, o treinador fala sobre as expectativas para a temporada, as mudanças no elenco e os desafios para 2026.
PORTAL MORADA – O Sesi Araraquara chega para a LBF 2026 como atual tricampeão. Qual é a expectativa para mais uma temporada e qual será o principal desafio para manter o time no topo da competição?
FÁBIO APPOLINÁRIO – As expectativas são as melhores para essa LBF, principalmente quando a gente olha para trás e entende o processo que a gente vem desenvolvendo até esse momento da estreia da equipe. Conseguimos manter uma base interessante da equipe de 2025, com algumas atletas bem experientes, inclusive atletas que estão defendendo a Seleção Brasileira agora nesse Pré-Mundial da China. Então eu fico bem confiante com relação à temporada de 2026. E o maior desafio para essa LBF é equilibrar as ações, principalmente das atletas da categoria de base. Precisamos ter esse equilíbrio de experiência e também juventude, que é uma das prioridades do Sesi: trabalhar no desenvolvimento e oportunizar as atletas da categoria de base. Esse vai ser o nosso grande desafio para essa LBF.
PORTAL MORADA – De uma temporada para outra sempre há ajustes no grupo. Quais foram as principais mudanças no elenco do Sesi Araraquara para 2026?
FÁBIO APPOLINÁRIO – Acho que conseguimos manter o DNA da equipe, com atletas atléticas, versáteis, que garantem uma intensidade defensiva. E essa é a filosofia da nossa equipe, então isso a gente não muda, mas as características acabaram mudando bastante. Nós perdemos algumas atletas experientes, algumas atletas lesionadas, que é o caso da Sossô e da Bia, que acabaram de fazer cirurgia e só voltam no final do ano. Com relação à equipe que terminou a temporada, que já era diferente da equipe que terminou a LBF de 2025, a Maila acabou indo para São José. Veio a Mika, que estava em Catanduva, que é uma jovem promessa em que eu aposto bastante para essa LBF. E a gente conta muito com as atletas da categoria de base, como a Clara e a Maria, que no ano passado tiveram até um tempo relevante de quadra. Esse ano, a expectativa é que a gente consiga dar mais tempo de quadra para essas atletas. Temos a Lorena, que disputará sua primeira LBF. Perdemos a Ana Julia Krause, que foi para a Europa e retorna, mas somente no segundo turno da LBF. Então o DNA e a filosofia da equipe não mudam, mas as características sim. A gente aposta em um jogo defensivo e com uma transição em velocidade. Menos jogos de meia quadra, de cinco contra cinco, e mais um jogo de transição. Então essa é a principal mudança que eu entendo de 2025 para 2026.
PORTAL MORADA – Depois de três títulos consecutivos, o Sesi Araraquara entra na LBF como uma equipe muito visada pelos adversários. Como você trabalha com o grupo para lidar com essa pressão?
FÁBIO APPOLINÁRIO – O Sesi, quando entra nas competições, é sempre uma equipe de muita qualidade, uma equipe que sempre briga por títulos, mas esse não é o nosso principal objetivo. O principal objetivo, como eu disse, é trabalhar o desenvolvimento de novas atletas, pensando também no futuro do basquete feminino. E a gente tenta trabalhar no dia a dia com uma maior naturalidade. A gente sabe da nossa responsabilidade, sabe o nome que a gente carrega. Como eu disse, o Sesi é sempre uma equipe que briga por títulos, mas nunca levando isso como um peso, como uma responsabilidade de ter que defender o título. Independente do que aconteça, independente se nós vamos ganhar os jogos ou não, é uma equipe que sempre entrega o seu melhor. E quando você assume essa responsabilidade de todo dia entregar o seu melhor, as coisas tendem a acontecer naturalmente. Então não dá para a gente entrar para defender um tricampeonato. A gente tem que entrar, como eu disse, pensando em sermos melhores todos os dias. Esse é o nosso compromisso.

Fotos: João Pires / LBF
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