O caso da morte do cão comunitário Orelha, na região da Praia Brava, em Florianópolis, segue cercado de versões divergentes. Em conversa exclusiva com o jornalista Chico Lourenço, do Jornal da Morada, um tio de um dos adolescentes apontados nas redes sociais como suspeitos afirmou, sob condição de anonimato, que o sobrinho não participou do ataque. O tio mora em Araraquara e mantém contato frequente com os pais do garoto em Florianópolis. Os pais e avós desse adolescente estiveram recentemente em Araraquara para visitar familiares.
Segundo o tio, a família está abalada com a repercussão e trancada dentro de casa em Florianópolis, preocupada com a segurança deles. Ele relatou que o jovem nega envolvimento e diz que não presenciou as agressões contra o animal. “O garoto foi pressionado pelo pai dele e disse que não presenciou as agressões. E, que se tivesse visto, não teria permitido”, disse o tio. Ele contou que a família tem cachorros em casa e todos são bem cuidados. “Eles têm três cães em casa, de 5, 7 e 9 anos.”
Versão do porteiro
Outro ponto que ganhou repercussão foi a suposta participação do porteiro de um condomínio como testemunha do caso. Informações iniciais em redes sociais e sites chegaram a citá-lo como peça importante na investigação.
No entanto, na noite de quinta-feira (29), o trabalhador divulgou nota oficial, assinada pelo advogado Marcos Vinícius de Assis dos Santos, negando ter presenciado ou registrado qualquer agressão contra o cão.
De acordo com a defesa, o porteiro não é testemunha ocular e não teve participação direta nos fatos investigados. A versão, segundo o documento, já foi apresentada à polícia.
A nota esclarece que o profissional apenas comunicava à administração do condomínio ocorrências de confusão e algazarra envolvendo adolescentes, registros rotineiros que aconteceram também em outros períodos, sem relação direta com o dia do ataque. Familiares dos adolescentes supostamente envolvidos foram indiciados pela Polícia Civil por coação e ameaças. O caso segue sendo investigado.

