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Caso Vanessa: padrasto é condenado a 30 anos de prisão

Durante julgamento, promotor revelou que jovem foi morta com 96 golpes de canivete

 

Na tarde de segunda-feira (21), ocorreu o julgamento de Elton Renato Nunes Francisco, acusado de matar a enteada, a jovem Vanessa Angelo Teixeira, de 21 anos, em março de 2014.

Elton foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado após júri popular, que durou cerca de quatro horas, no fórum de Araraquara. O promotor Herivelto de Almeida revelou que a jovem foi golpeada com o canivete cerca de  96 vezes.

 

Relembre o crime

Na noite do crime, Elton e Márcia, mãe de Vanessa, tiveram uma discussão. A filha trabalhava no shopping, e como de costume, Elton foi buscá-la por volta de 22h. Antes de sair, havia dito que estava “com o bicho no corpo” e que deveria “gravar bem a data”.

Notando a demora dos dois, Márcia começou a ligar nos celulares, porém ninguém atendia.  Na manhã seguinte, o corpo de Vanessa foi encontrado em um canavial, com vários golpes de canivete. 

O padrasto foi apontado como principal suspeito do crime e preso dias depois. Ele confessou o crime e afirmou que na noite do assassinato, ele teria dito a enteada que iria embora de casa.

Durante o julgamento, Elton não explicou porque matou Vanessa. Na época da reconstituição do crime, ele havia dito que a jovem havia pegado o canivete e que ele agiu em legítima defesa. Após matar a jovem, tentou se matar, mas não conseguiu.

O advogado de defesa, Marcus Benedicto de Lacerda, afirmou que não acreditava na absolvição de Elton, pois ele já havia confessado o crime, e apesar de tentar a menor pena possível, Elton foi condenado pelo júri e o juiz José Roberto Bernardi Liberal sentenciou a pena de 30 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e crime de violência.

 

 

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