InícioCulturaCom homenagens pessoais, Cleber Fogaça finaliza seu novo disco

Com homenagens pessoais, Cleber Fogaça finaliza seu novo disco

'Convergência' reúne canções instrumentais e promovem passeio por diversos ritmos brasileiros

Por Matheus Vieira

Após quatro dias intensos, o mais novo álbum do renomado instrumentista araraquarense Cléber Fogaça (43) está pronto, entrando agora no processo de mixagem e masterização. “Convergência” foi registrado entre 11 e 14 de julho, no Blaxtrem Estúdios, em Ribeirão Preto.

Das dez músicas instrumentais do disco, nove delas foram registradas em formato de quarteto – ao lado de Fernando Corrêa (guitarra semi-acústica), César Roversi (saxofones) e Cleber Almeida (baterista). Autor de todas as composições, Fogaça gravou uma canção como solista, em seu baixo elétrico de 6 cordas.

“Ao todo, foram dois dias de ensaios e mais dois de gravação. Todas as faixas foram gravadas com no máximo dois takes, sendo que algumas saíram logo no primeiro. Consegui usar muitos ritmos brasileiros diferentes neste álbum, como o choro, bossa, samba, frevo, baião, xote e até um ritmo do sul chamado chacareira”, comenta.

Uma importante peculiaridade de “Convergência” é o seu teor pessoal, no qual o araraquarense faz diversas homenagens a amigos, familiares e também ao saxofonista Vinícius Dorin, um de seus mestres na música, que faleceu meses após o instrumentista lançar seu primeiro álbum, “Trilhando”, de 2015.

Por exemplo, “Choro Pra Fátima”, Fogaça dedica à sua mãe, Maninha; “Linda Flor” para a sua irmã, que venceu um grave de problema de saúde. “Tem ainda “Pra Ela”, uma canção para a minha esposa que relata um pouco da dificuldade financeira que passamos por conta da pandemia e o impedimento de trabalho da classe artística”, pontua.

Quem assina a capa do álbum é o Guilherme Carvalho da Apoema Produções, responsável também por toda a arte gráfica, fotos e vídeos do projeto. “Logo informo para vocês sobre o show de lançamento, que será gratuito e com arrecadação de alimentos”, garante.

Caminhos

Contemplado no Edital ProAC Expresso Direto nº38/2021, que selecionou 200 projetos culturais do Estado de São Paulo todo nas mais diversas áreas, o álbum “Convergência” também prevê oficinas a definir na cidade e Região. “Essas atividades serão direcionadas para estudantes de música e projetos sociais. E o CD será disponibilizado no formato digital em todas as plataformas de streaming e também por 90 dias para download gratuito”, finaliza.

Vida na música

Cleber Fogaça iniciou seus estudos nos anos 90. Desde então, atua como músico e professor no interior de São Paulo. Apreciador e pesquisador do jazz e da música brasileira lançou, em 2015, seu primeiro disco solo, Trilhando.

Em 2020, montou as séries de livros didáticos “Escalas na Prática Para Baixistas”, “Arpejos na Prática Para Baixistas” e “Arpejos na Prática Para Guitarristas” e, em 2021, a série “Acordes No Baixo de Seis Cordas”.

Estudou no curso de MPB/JAZZ do Conservatório de Tatuí, onde se formou em 2003. Foi sócio fundador da Escola Livre de Música Araraquara, atuando como professor e administrador entre 2002 e 2018.

Participou de oficinas e workshops ministrados por Frank Gambale, Gary Willis, Celso Pixinga, André Marques, Hermeto Pascoal, Itiberê Zwarg, entre outros. Dividiu palco com Carlos Malta, Arismar do Espírito Santo, Nailor Proveta, Oswaldinho do Acordeom, Daniel D’Alcântara, Itiberê Zwarg, Sizão Machado, Michel Leme, Cuca Teixeira, Bob Wyatt, Dirceu Leite, entre outros.

Foi integrante de vários grupos e se apresentou nos principais festivais de música instrumental do estado de São Paulo. Atualmente é integrante do Trio Zabumbê (de música instrumental brasileira e jazz) e do Trio Teimoso, de choro instrumental, com o qual está em turnê de divulgação de um EP. Também tem projetos com as cantoras Iara Ferreira, de MPB, e Iuna Tuane, de MPB e música francesa. Gravou nos álbuns das bandas Adrenalados (rock) e Ruído Fino (pop/funk) e também dos músicos Cleber Shimu e Jimmy Red Marshall (blues).

Redação

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