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Jogadoras revelam fim do time de vôlei feminino de Araraquara

Depois de anos de muita luta em busca de apoio financeiro, o time de vôlei feminino de Araraquara chegou ao fim. Pelo menos é o que garantem várias atletas da equipe, que nesta quinta-feira postaram, em suas redes sociais, vários textos de indignação pelo fato de o projeto ser encerrado antes mesmo do início da Superliga, competição em que a cidade voltaria a figurar entre as maiores potências da modalidade no Brasil.

Segundo elas, a equipe não conseguiu patrocínios para dar sequência ao planejamento e decidiu encerrar suas atividades. A comissão técnica da equipe não foi encontrada para confirmar oficialmente a informação, mas pessoas ligadas ao time garantem que o fim das atividades é certo.

No início deste ano, a equipe sofreu seu primeiro baque ao perder o apoio da Uniara, que era seu principal patrocinador. Mesmo assim, disputou a Superliga B e cumpria uma campanha invicta na primeira fase quando foi aceso o sinal de alerta. Na ocasião, a técnica Sandra Mara Leão reuniu a imprensa e pediu ajuda para atrair algum patrocínio. A Nestlé e a Gas Brasiliano atenderam ao pedido e apoiaram o time naquela competição, e a equipe sagrou-se campeã, carimbando sua vaga na principal competição do voleibol brasileiro.

Desde então, a comissão técnica araraquarense reiniciou sua busca por patrocínios, sem sucesso. A própria Nestlé afirmou que já patrocinava o time de Osasco e que não poderia apoiar duas equipes de alto nível na competição nacional. O time chegou a contratar cinco jogadoras, que integraram o elenco campeão dos Jogos Regionais em Sertãozinho, mas a falta de apoio parece ter colocado um ponto final no sonho de recolocar a equipe entre as maiores potências da modalidade.

O projeto do vôlei feminino profissional de Araraquara nasceu há mais de dez anos e trouxe inúmeros bons frutos para o esporte da cidade: títulos importantes, como o dos Jogos Abertos do Interior, Jogos Regionais, Copa do Interior, Liga de Campinas, Liga Nacional do Desporto Universitário e Jogos Universitários, além do acesso à Superliga são apenas alguns exemplos dessa trajetória vitoriosa.

Jogadoras frustradas

Em seus textos postados nas redes sociais, as jogadoras se mostraram indignadas com a situação. Segundo elas, havia uma garantia de que um patrocinador assumiria a equipe, o que não foi concretizado.

A central Aline é uma das mais revoltadas. “Araraquara Volei sendo Araraquara Volei! Infelizmente nosso time acabou antes mesmo de começar. O motivo? nós sabemos e não sabemos. Sabemos porque foram vários fatores e motivos para que isso acontecesse, os principais são: má gestão e conto do vigário! Sim, caímos no conto do vigário. Onde já se viu montar um time sem dinheiro, sem planejamento, acreditando que se consegue patrocínios assim rápido. É claro que não consegue, ainda mais com a crise que estamos vivendo e todos os setores foram atingidos inclusive o esporte. Quando negociamos, foi garantido que já tínhamos um patrocinador, só que não poderia ter o nome divulgado. Será que ele um dia existiu? Porque o que nos foi passado é que uma grande marca não queria ter seu nome atrelado a um time que está sendo processado por mais de 10 jogadoras que não tiveram seu contrato pago por inteiro na temporada 2014/2015”, postou a atleta.

A levantadora Mariana Galon também publicou sua revolta: “Saímos de nossas casas, alugamos um lugar, nos comprometemos com as imobiliárias de no mínimo 12 meses e isso acontece. Sem patrocínios, alimentação cortada. Jogamos e ganhamos os Jogos regionais porque a prefeitura nos pagou o que foi combinado, mas cadê o patrocinador que prometeram? Cadê nosso salário? Estamos saindo de Araraquara com dívidas e sonhos mais uma vez interrompidos por conta de mentiras, pois quem irá arcar com as nossas multas do imóvel que alugamos? E como arrumaremos time nessa altura do campeonato?”, postou a atleta.

 

 

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