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Morre Carlos Alberto do Amaral, um dos grandes nomes do samba de Araraquara

Morreu nesta quinta-feira (17), aos 66 anos de idade, Carlos Alberto do Amaral, músico que teve papel importante na história do samba e do pagode em Araraquara. Integrante do grupo Magnatas do Pagode, Amaral construiu uma trajetória de décadas dedicada à música e à valorização da cultura negra, deixando sua marca entre diferentes gerações de artistas e admiradores do gênero.

A cerimônia de despedida acontece nesta quinta-feira (17), às 14h, no Lírios Cerimonial. O sepultamento está marcado para as 17h30, no mesmo local.

Amaral foi reconhecido ao longo de sua trajetória não apenas pelo trabalho artístico, mas também pela atuação em defesa da igualdade racial. Em uma Sessão Solene realizada em 2023 na Câmara Municipal de Araraquara, ele recebeu o Diploma de Honra ao Mérito por iniciativa do vereador João Clemente.

Uma vida dedicada ao samba

O contato de Amaral com a música começou ainda na infância. Desde pequeno, tinha como uma de suas principais referências o som das baterias das escolas de samba. Aos 8 anos, já trabalhava para ajudar a família e vendia amendoim para conseguir algum dinheiro. Quando podia, utilizava o que ganhava para comprar instrumentos musicais.

Na juventude, a paixão pelo samba também se misturou ao futebol. Com amigos, criou a torcida da Ferroviária conhecida como “FerroChopp”, da qual era diretor cultural e responsável pela batucada. As apresentações em festas de clubes da cidade fizeram com que a música, inicialmente um passatempo, ganhasse cada vez mais espaço em sua vida.

No início dos anos 1980, Amaral decidiu deixar o trabalho para se dedicar profissionalmente à música. Seu primeiro grupo foi o “Só Pagode”. Em 1989, a banda estava preparada para abrir um show de Almir Guineto no Clube 22 de Agosto, mas descobriu que outro grupo já utilizava o mesmo nome. Foi então que surgiu o Magnatas do Pagode, grupo que se tornaria uma referência do samba e do pagode de Araraquara.

Durante os anos 1990, o Magnatas participou do primeiro Festival de Pagode do Só Pra Contrariar. O evento resultou em duas coletâneas, intituladas “Só Pra Contrariar e Seus Convidados”. Entre as músicas que ganharam destaque estava “Doce Mania”, de Zezinho Cipó, interpretada pelo grupo de Amaral e posteriormente incorporada aos arquivos de samba de emissoras de rádio.

Projetos e legado

Em 1997, Amaral recebeu um convite para trabalhar em Joaçaba (SC), onde fundou o projeto “Futuro do Samba”. De volta a Araraquara, participou do “Circuito do Cabral”, realizado no Sesc.

A partir de 2000, iniciou o projeto “Samba de Bamba”, que se tornou uma das iniciativas associadas à sua trajetória e permaneceu ativa ao longo dos anos.

Além da carreira musical, Amaral também trabalhou por quase 15 anos como assessor legislativo na Câmara Municipal de Araraquara. Nos últimos anos, também passou a atuar na gastronomia e, desde 2019, trabalhava como chefe de cozinha.

A trajetória de Carlos Alberto do Amaral fica marcada pela música, pelo samba e pela contribuição para a valorização da cultura negra em Araraquara. Sua atuação ajudou a manter o samba presente na cidade e abriu caminhos para artistas que vieram depois, enquanto seus projetos e apresentações aproximaram diferentes gerações da cultura do samba.

Fotos: Divulgação / Arquivo pessoal
Com informações da Câmara Municipal de Araraquara

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