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Nova geração de treinadores marca presença no Paulistão

Nascidos na década de 80, profissionais estão representando positivamente seus clubes

O processo de reciclagem no futebol é natural. Assim como ocorre com os jogadores, a mudança da geração de profissionais no comando técnico também faz parte do esporte, apesar de se tratar de um processo mais duradouro. O fato curioso está presente também no Paulistão Itaipava, onde quatro treinadores, ou seja, um quarto dos profissionais responsáveis pelo comando técnico, marca presença na lista. Confira quem eles são e conheça a opinião de ambos sobre o assunto:

Sérgio Vieira (Ferroviária)

Entre os destaques, está Sérgio Vieira, da Ferroviária. À frente do clube de Araraquara, o treinador português de 33 anos vem ajudando sua equipe a liderar o Grupo C, com dez pontos ganhos e apenas uma derrota em cinco partidas.

“Essa é uma questão um pouco complexa. É uma tendência natural do ser humano, quanto mais novo você é, mais vontade possui de conquistar algo. Acho que por esse motivo, os treinadores novos estão ganhando seu espaço, o que eu penso é muito importante, falo isso por mim. Quando queremos conquistar as coisas pela primeira vez, nós nos entregamos totalmente ao trabalho e fazemos o possível para dar certo. Nós, mais novos, duelamos com técnicos mais experientes e isso é muito difícil. São profissionais que já conquistaram status no cenário do futebol, têm a situação financeira estabilizada e um cargo um pouco mais seguro que o nosso, isso porque não possuímos tanto nome e somos vistos como apostas. É claro que, existem técnicos mais experientes que sempre buscam estar evoluindo, sempre buscam ambição. Nós, mais novos, tivemos mais contato com a tecnologia e temos que saber usar isso a nosso favor. Todas as áreas do mundo buscam a tecnologia para alcançar melhoras e, no futebol, não é diferente. Minha filosofia é essa e não tem muito segredo, apesar de ser considerada uma outra geração.”

Tarcísio Pugliese (Ituano)

Dois anos mais velho, aos 35 anos, aparece Tarcísio Pugliese, do Ituano. Em sua terceira temporada pela equipe de Itu, Tarcísio já possui ampla experiência como treinador. Na profissão desde os 25 anos, quando iniciou sua trajetória no comando técnico do Guaçuano, o atual comandante do Rubro-Negro sagrou-se campeão estadual em duas oportunidades, defendendo as cores do Luverdense (MT). Atualmente o Ituano ocupa o quarto lugar do Grupo B, somando cinco pontos.

“Eu acho muito legal. É uma galera nova que está chegando, uma geração muito bem preparada e que consegue conquistar um espaço dentro do futebol, até porque, existe uma renovação que tem acontecido em termos de mercado. Há um tempo, havia uma rejeição muito grande pela pouca idade e a renovação faz com que este quesito diminua bastante. Talvez, uma desvantagem, seria a experiência. Acho que quanto mais tempo de trabalho se tem, mais experiência se adquire, mas isso não nos deixa pra trás. Tive que trabalhar e estudar muito para estar onde estou hoje, tenho certeza que o pessoal mais novo, principalmente os que não jogaram, está fazendo um bom trabalho e se preparando muito para conquistar seu espaço. Temos aí, Sérgio Vieira, que vem fazendo uma boa campanha na Ferroviária e o Léo Condé, que está no Bragantino.”

Maurício Barbieri (Red Bull Brasil)

Representante do Red Bull Brasil, Maurício Barbieri, de 34 anos, é outro que possui ampla bagagem e campanhas vitoriosas. O comandante levou o clube de Campinas ao acesso à elite do futebol paulista em 2014, além de conquistar uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro em 2015. O Red Bull soma sete pontos ganhos, vem de vitória sobre o Botafogo e ocupa o quarto lugar do Grupo D.

“Acho difícil pontuar vantagens ou desvantagens. A idade, para mim, não é uma coisa com a qual eu me preocupo ou penso a respeito. O meu objetivo é ser mais competente e transmitir esta competência para os meus jogadores. O fato de ser uma geração mais nova e de renovação não interfere muito no meu trabalho. Acho que quem está de fora é que consegue dizer, mesmo. Meu propósito é sempre fazer um trabalho melhor hoje, do que aquele que foi feito ontem, é poder evoluir e fazer com que o futebol evolua e melhore no Brasil. Não sei se posso dizer que faço parte de uma renovação, isso é algo natural. Meu foco é na evolução.”

Renan Freitas (Oeste)

Promovido como treinador e encarregado de comandar o Oeste em 2016, aos 31 anos, Renan Freitas trabalhou por cinco temporadas como auxiliar técnico e buscou se aperfeiçoar ao máximo para o seu primeiro desafio como técnico. O Oeste faz a quinta campanha do Grupo A, somando cinco pontos.

“É importante a renovação, ideia novas, um pouco mais modernas. Isso não quer dizer que os já estão no mercado são ruins. Há profissionais muito bons, nós mesmos nos espelhamos em alguns deles. Acredito que os mais jovens podem se adaptar melhor as mudanças. Tudo evolui, a tecnologia está muito presente no futebol que os mais jovens têm mais facilidade. Cheguei no Oeste em 2010 e desde então trabalho no campo. Fiz alguns cursos de treinador, no sindicato. Mas aprendi muito na prática, no dia a dia. Trabalhei com diversos treinadores e procurei extrair um pouco de cada um deles. E continuo aprendendo, acho importante que se aprenda todo dias.”

 

 

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