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Nove câmeras de monitoramento não funcionam, constatam vereadores

Imagens captadas pelo sistema ficam armazenadas por apenas 12 dias. Secretário afirma que problemas estão sendo resolvidos

 

Após ser barrado de fiscalizar o funcionamento das 25 câmeras da Central de Monitoramento de Araraquara, o grupo formado por três vereadores conseguiu verificar o trabalho realizado pelos guardas municipais com as câmeras de segurança espalhadas pela cidade. Dos 25 equipamentos, 16 estavam operando normalmente e, apesar da operação dentro da normalidade, segundo os parlamentares, é preciso melhorar a manutenção do serviço.

A comissão formada pelos vereadores Donizete Simioni (PT), Édio Lopes (PT) e Juliana Damus (PP) entrou na Central, por volta das 9 horas e foi recebida pelo guarda Marcos Paschoal, um dos responsáveis pelo espaço. Na sala de monitoramento foi constatado o direcionamento das câmeras que estão instaladas em praças, corredores comerciais e algumas entradas da cidade.

Há câmeras com falhas, instáveis e outras em manutenção. Outro problema constatado é com relação ao tempo de armazenamento das imagens captadas que, segundo Édio Lopes, “eram armazenadas por mais de 30 dias, agora só mantém o arquivo por 12 dias”. Além disso, dos três servidores que guardam essas imagens, dois queimaram há alguns meses pela queda sistemática de água do ar condicionado.

Para Juliana Damus, o serviço indica que problemas podem acontecer, mas há necessidade de se melhorar a manutenção dos equipamentos. As câmeras foram instaladas em dezembro de 2010 e custaram, na época, R$ 780 mil vindos do Governo Federal.  

“A denúncia de que havia câmeras sem funcionar e que os servidores queimaram acabou se confirmando. A gente vê que falta zelo por parte do Poder Público porque o servidor certamente não custa barato e, inclusive, nem sabemos se existe dinheiro para comprar outro equipamento e normalizar o serviço”, enfatiza Juliana Damus.

Já Simioni ressalta: “O monitoramento é uma das ferramentas da segurança na cidade. Aguardaremos um prazo e faremos nova visita, pois assim cumprimos nosso papel de fiscalizadores.”

 

Secretário contesta impedimento

No mesmo horário em que os três vereadores fiscalizavam a central de monitoramento da GCM, o secretário de Segurança Pública, Orlando Mengatti Filho, o Nino, e o coordenador da Guarda Municipal, Marcos Roberto da Silva, se reuniram com vereadores no gabinete da presidência da Câmara Municipal.

Ao lado do presidente da Casa, Elias Chediek (PMDB), e dos também vereadores Jair Martineli (PMDB), Roberval Fraiz (PMDB), Tenente Santana (PSDB) e William Affonso (PDT), o secretário informou que das 25 câmeras instaladas na cidade, 17 delas estão funcionando e que “problemas técnicos são comuns e estão sendo resolvidos” com as demais, que passam por manutenção.

O secretário negou o impedimento na entrada dos vereadores na Central de Videomonitoramento. Ele justificou que ele e o gerente do espaço estavam em uma reunião e os vereadores seriam atendidos logo em seguida. Somente um representante do Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar) aguardou e foi atendido.

Durante a reunião foi apresentado um relatório oficial contrariando as denúncias de irregularidades no funcionamento da Guarda Municipal, conforme noticiado pela imprensa. O secretário e o coordenador apresentaram documentos assinados pelos próprios guardas provando o recebimento de fardamentos novos, entre os meses de junho e setembro de 2010. Ele ainda desmentiu as denúncias de assédio moral e da má manutenção de viaturas.

 

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