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Arma usada pelo autor para matar a companheira em Américo não tinha registro

Ronaldo Scarpa segue internado em estado gravíssimo sob escolta policial no Hospital São Paulo

A morte de Ana Maria Scarpa, de 35 anos, na noite desta quarta-feira (3), em Américo Brasiliense, teria sido motivada por uma crise de ciúmes do seu companheiro Ronaldo Scarpa, de 33 anos. O crime aconteceu no bairro Parque Planalto e segue em investigação pela equipe do delegado Jesus Nazaré Romão.

“Segundo o pai do autor, Ronaldo teve uma crise de ciúmes quando viu a mulher conversando com uma pessoa que ele não gostava e os dois tiverem uma briga. Durante a discussão o autor sacou uma pistola de calibre 6.35 mm de uso permitido e disparou contra ela”, disse o delegado em entrevista ao Portal Morada, na tarde desta quinta-feira (4).

De acordo com as investigações, após o crime o homem chamou o pai, confessou o crime e tentou se matar em seguida.

“Ronaldo chamou o pai que mora nos fundos e, quando ele chegou na residência, a vítima já estava sem vida. O pai tentou pegar a arma, mas o autor não deixou. Ele disse ao pai que teria feito uma bobagem, contou a motivação e, em seguida, atirou contra a própria cabeça”, detalhou Romão.

O marido foi socorrido pelo Samu até o hospital Doutor José Nigro Neto, em Américo Brasiliense, mas devido a gravidade dos ferimentos precisou ser transferido para o Hospital São Paulo, em Araraquara, onde está internado sob escolta policial. Ronaldo está entubado e seu estado de saúde é gravíssimo.

O corpo de Ana Maria foi encontrado pela Polícia Militar no quarto e a arma usada no crime foi apreendida ainda no local.

“A arma é de pequeno calibre, mas de uso permitido, uma semi-automática, que não tem documentação e nem sem numeração. Até o momento, não foram apresentados os documentos dessa arma. Vamos aguardar o decorrer das investigações [pra ver] se os documentos serão apresentados”, falou o delegado.

Segundo Romão, o casal não tem histórico de violência e o autor não tem passagens pela polícia. “Neste primeiro momento, não há informações de violência anteriores na família. Também não há registro de ocorrências. Tudo vai ser apurado no decorrer da investigações se há histórico de violência ou não, mas por enquanto não há”, afirmou.

O casal tem dois filhos, de 6 e 14 anos, que não estavam em casa no momento do crime. Outras pessoas ainda devem ser ouvidas no inquérito.

Assim que sair do hospital, Ronaldo vai responder pelo crime de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo. O corpo da vítima deve ser velado e sepultado nesta sexta-feira (4), mas ainda não foi divulgado se o sepultamento será em Inácio Martins, no Paraná, cidade natal de Ana Maria.

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