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Comitê apresenta medalhas dos Jogos Olímpicos

Pesando cerca de 500 gramas, medalhas têm centro mais alto que as bordas e guizos no interior

A sustentabilidade é a marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos que ocorrerão no Rio de Janeiro entre agosto e setembro próximo. É o que mostram os pódios das cerimônias de premiação e as medalhas que serão concedidas aos vencedores das várias modalidades esportivas que disputarão os eventos e que foram apresentados nesta terça-feira, na Arena do Futuro, pelo Comitê Rio 2016.

A solenidade teve a participação do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, do presidente do Comitê Organizador da Rio 2016 e do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, entre outras autoridades.

O diretor de Comunicação do Comitê, Mário Andrada, disse que três atmosferas (tradicional, popular e descolada) vão criar o clima da premiação para os grupos de esportes, “tudo pensando para que as cerimônias tenham uma assinatura inédita”. Ele disse que os trajes das equipes dos Jogos foram inspirados nas belezas do Rio de Janeiro e assinados pela estilista carioca Andrea Marques.

Outra inovação desta Olimpíada é que os medalhistas olímpicos receberão uma escultura com a marca dos Jogos Rio 2016. Os atletas paralímpicos vencedores receberão uma versão exclusiva do mascote Tom, com a cabeleira nas cores três metálicas: ouro, prata e bronze. Ao todo, 15 mil atletas participarão dos dois eventos, sendo 10,9 mil olímpicos e 4,35 mil paralímpicos.

O diretor do Comitê Rio 2016 disse que as medalhas dos Jogos Olímpicos resgatam a relação do homem com as forças da natureza, enquanto as medalhas paralímpicas trazem seixos que simbolizam as sementes relacionadas à jornada de coragem e persistência dos atletas.

Esta é a primeira vez que uma Casa da Moeda do continente sul-americano fabrica medalhas da Olimpíada e da Paralimpíada, disse a presidenta interina do órgão, Lara Amorelli. A Casa da Moeda é vinculada ao Ministério da Fazenda e fornecedora oficial dos Jogos Rio 2016. O modelo das medalhas é especial, segundo Lara. Os profissionais da empresa se empenharam em fazer modelos que são peças únicas que refletem a diversidade brasileira, valorizando a questão da sustentabilidade. “Mais de 30% da prata e do bronze são reciclados e o ouro é isento de enxofre”, disse Lara.

Da mesma forma, os estojos das medalhas são reciclados e de madeira certificada, oriunda de área de manejo ambiental sustentável e socialmente responsável. A presidente da Casa da Moeda contou outra inovação introduzida na produção das medalhas paralímpicas, que é um dispositivo interno, espécie de guizo no interior das medalhas, “para que os atletas tenham uma experiência sensorial”.

Segundo ela, a medida atesta a preocupação com a acessibilidade e se destina a facilitar a identificação das medalhas pelos atletas com deficiências visuais. A intensidade do som varia conforme o material usado na medalha e facilita identificar se são de ouro, prata ou bronze. As medalhas paralímpicas terão ainda a inscrição Rio 2016 Paralympic Games em braile (sistema de leitura com o tato para cegos).

Para evitar que sejam cunhadas novas medalhas, além da quantidade estabelecida para os dois eventos, os presidentes do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do Comitê Paralímpico do Brasil (CPB), Andrew Parsons, foram convidados por Lara Amorelli a destruir a matriz das medalhas. Ao todo, a Casa da Moeda produziu 5.130 medalhas de premiação, sendo 2.488 olímpicas e 2.642 paralímpicas.

 

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