InícioDestaque GeralPolícia identifica responsáveis por abandono de cachorro em Boa Esperança do Sul

Polícia identifica responsáveis por abandono de cachorro em Boa Esperança do Sul

Animal foi deixado ferido em uma mata dentro de uma caixa de papelão; ele recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu

*CORREÇÃO: A matéria foi corrigida às 05h19 desta sexta-feira (13) com base em novas informações trazidas pela Polícia Civil. Segundo o Delegado responsável pelo caso, inicialmente, imaginava-se que as duas mulheres identificadas seriam mãe e filha. Contudo, após a repercussão da entrevista concedida ao Jornal da Morada na última quinta-feira (12), novas informações foram obtidas pela investigação, levando a conclusão de que, na verdade, as duas mulheres são avó e neta.

A Polícia Civil avançou nas investigações do caso de abandono de um cachorro da raça Shih Tzu, que foi deixado por duas mulheres em estado crítico em uma caixa de papelão na cidade de Boa Esperança do Sul. O animal foi resgatado, passou por atendimento em uma clínica veterinária da cidade de Dourado, mas não resistiu.

Imagens de câmera de segurança mostram duas mulheres chegando ao local em um carro branco. Elas estacionam, descem do veículo e deixam o cachorro na mata.

Em entrevista ao Jornal da Morada desta quinta-feira (12), o delegado Dr. Edmar Piccolo Júnior informou que a Polícia Civil foi comunicada, teve acesso às imagens e identificou o veículo utilizado na ação. A partir disso, as duas mulheres também foram identificadas – avó e neta – e o inquérito policial foi instaurado. Em depoimento, a avó disse ter abandonado o animal em um “ato de desespero”, e alegou ter problemas psiquiátricos e depressão:

“Nós solicitamos os laudos médicos dela pra saber se isso se confirma e, se for confirmado, é feito um pedido à justiça para que seja feito um exame de sanidade mental. Caso comprovado, ela pode responder por medidas de segurança. Se não for comprovado, responderá nos termos da Lei de Crimes Ambientais. Estamos aguardando esse laudo para saber se vamos pedir o exame”, afirma Piccolo.

A neta, de 17 anos, também foi ouvida. Ela reside em outra cidade e confirmou que acompanhava a avó no momento dos fatos, alegando que a mulher estaria emocionalmente abalada devido ao uso de remédios para depressão. A filha da investigada, mãe da adolescente, também foi ouvida.

A legislação prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda para o crime de maus tratos praticados contra cães e gatos. As investigações sobre o estado mental da investigada e a participação da adolescente continuam.

Notícias relacionadas

Mais lidas