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Técnico interino da Ferroviária vê partida de Lins como ‘jogo do acesso’

A missão de comandar a Ferroviária no jogo mais importante do ano ficou com o técnico interino Ricardo Moraes, que até então atuava como auxiliar técnico de Sérgio Vieira, que acabou demitido na última segunda-feira. Agora, para evitar or rebaixamento na última rodada do Paulistão, a Ferroviária precisa da vitória contra o Linense em duelo marcado para este domingo, às 16 horas, na casa do adversário.

“É um momento delicado, mas estou feliz ainda por termos a possibilidade de dependermos só de nós. A gente vem conversando com os jogadores durante a semana que em situação ruim está o XV de Piracicaba, o Mogi Mirim e o próprio Botafogo, que ainda dependem de outros resultados. Durante a semana toda passamos para os jogadores para que eles entendam que não é um jogo de desespero, mas é um jogo de muita responsabilidade, muita atenção e muita concentração porque um detalhe pode fazer uma diferença muito grande nesse tipo de partida. Então o principal é que eles entrem focados nesse jogo. Essa é a vantagem de você não depender de ninguém, você vai a campo sem precisar se preocupar com o que está acontecendo em outras partidas. Eles estão entendendo bem isso, essa situação de decisão. Sentimos uma melhora no ambiente de trabalho e estamos muito confiantes de que os jogadores vão cumprir a primeira meta, que é obrigação de todos nós, de manter a Ferroviária na primeira divisão”, explica Ricardo.

O time araraquarense fez um bom início de competição, antes de cair de rendimento. Ricardo conta que a prioridade dos trabalhos realizados está na recuperação da motivação do grupo, abalada após uma sequência negativa de resultados. “A parte emocional é justamente a parte que estamos trabalhando mais durante a semana. A equipe vem de sete jogos com seis derrotas e isso começa a gerar dúvidas até mesmo entre eles. Estamos tentando resgatar aquela confiança que eles tiveram no início da competição, quando fizeram 13 pontos e depois ficaram quatro, cinco rodadas dentro de uma possibilidade de classificação. Tentamos mostrar isso para eles em palestras e também dentro de campo, construindo coisas positivas e tentando mudar algumas coisas que consideramos que poderiam ser benéficas para a equipe. É um grupo bom, um time bom, um time de Série A1 e a gente entende que apesar do tempo curto, eles vão conseguir assimilar e levar isso para dentro de campo”, destaca o interino.

Ricardo Moraes sabe a responsabilidade que tem em mãos neste domingo em Lins. “Fico feliz e tenho que agradecer à diretoria por essa confiança no meu trabalho. Estou indo para três anos aqui na Ferroviária, entre uma saída e outra, mas sempre retornando. Gosto do clube, gosto da cidade. Independente de qualquer coisa, vou permanecer na Ferroviária na próxima temporada e eu quero permanecer na próxima temporada disputando a Série A1. Passamos para os jogadores que foram 19 anos para se chegar à primeira divisão e isso está resumido agora em 90 minutos. Eles devem encarar essa partida não como o jogo que pode nos derrubar, mas o jogo que nós vamos subir. O alto astral é importante e devemos imaginar que estamos indo lá não pensando na sequência de derrotas, mas estamos indo lá para buscar um acesso, pois seria praticamente um acesso para a Ferroviária”, completa.

 

Carlos

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