InícioNotíciasGeralJogos entre Ferroviária e Santos são marcados por boas lembranças

Jogos entre Ferroviária e Santos são marcados por boas lembranças

Equipes voltam a se enfrentar nesta quinta-feira pelo Paulistão

Um dos duelos mais importantes do futebol paulista nos tempos áureos do futebol brasileiro, Ferroviária e Santos voltam a se encontrar em um jogo oficial nesta quinta-feira (31) depois de 20 anos. Confira as informações históricas deste confronto.

O duelo

Na década de 1960, a Ferroviária recebeu o apelido de “Santos do Interior”, graças aos bons jogos e ótimos resultados que o time de Araraquara conquistou diante do Santos de Pelé e Cia. Muito se falou do duelo entre as linhas ofensivas das equipes: o PPP do Santos, com Pagão, Pelé e Pepe, e o trio BBB da AFE, com Bazani, Baiano e Benny. Apesar do costumeiro brilho de suas apresentações, Pelé não conseguiu evitar que o Santos tivesse um desempenho desfavorável nos desafios em Araraquara. Foram quatro vitórias, contra sete da Ferroviária, além de dois empates. Dos 22 gols santistas, o rei anotou nove. A Locomotiva fez 25. Bazani é o artilheiro afeano no confronto com 6 gols.

Melhor desempenho do interior

De todos os times interioranos, proporcionalmente ao número de jogos, a Ferroviária é a equipe que mais vezes venceu o Santos, com Pelé em campo, atuando em seus domínios. Dos sete triunfos da Locomotiva, houve três goleadas na Fonte Luminosa: 4 a 0, em 1960; e 4 a 1, em 1963 e 1971.

Sartre, Pelé e a AFE

Curiosamente, em 1960, a Ferrinha goleou o alvinegro praiano por 4 a 0 na Morada do Sol em um dia histórico para a cidade. Foi em 4 de setembro, mesmo dia e horário em que Jean Paul Sartre, filósofo francês existencialista, proferiu a famosa a palestra na Faculdade de Filosofia de Araraquara. No segundo turno, a Ferroviária novamente não tomou conhecimento e suplantou inapelavelmente o Santos por 5 a 0, na Vila Belmiro.

Retrospecto completo                                                                                   

Levando em consideração todos os jogos entre Ferroviária e Santos, o adversário ganhou 35 jogos contra 13 vitórias da AFE e 18 empates.

Atletas que estiveram dos dois lados

Entre os jogadores que defenderam os dois times estão os goleiros Rosan e Nilton; os zagueiros Ronaldo Marconato e Brandão; os laterais Marquinhos Capixaba e Ismael; os meias Rodrigo Tabata, Cardim e Fernando Fumagalli; os ponteiros Serginho Dourado, Peixinho, Bozó e Márcio Fernandes e os centroavantes Paulo Bim, Mazinho, Juari, Rubens Feijão, Zé Love e Rildo.

Principais destaques

Foi na Ferroviária que o lateral-direito Ismael ganhou projeção. Destaque do time nas temporadas de 1960/1961/1962, foi contratado pelo Santos, onde conquistou o Bicampeonato Mundial Interclubes, em 1963.

Já o ponta-direita Peixinho deixou o São Paulo para atuar na AFE. Destaque do time nos anos de 1961/1962/1963, rumou para o Santos, onde jogou em alto nível e conquistou o Torneio Rio São Paulo de 1964.

Trinca grená

Em um período em que vencer o Santos era uma proeza, a Ferroviária conseguiu emplacar uma trinca no adversário, jogando perante a sua torcida. Em 1969, a AFE venceu por 2 a 1, de virada. Já em 1970, logo após a conquista do Tricampeonato Mundial, o time da baixada aportou em Araraquara com os campeões mundiais: Pelé, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Pepe e foi superado pela Locomotiva, que venceu por 1 a 0. No ano seguinte, o adversário foi batido inapelavelmente por 4 a 1.

 

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